Encontro europeu divulga novas guidelines

29.06.2007

17.º European Meeting on Hypertention
Milão foi mais uma vez a cidade anfitriã do European Meeting on Hypertention, um encontro organizado pela European Society of Hypertention, que já vai na sua 17.ª edição. Este ano, os especialistas reuniram-se entre 15 e 19 de Junho, no centro de convenções da cidade italiana, com uma grande expectativa: a apresentação das novas guidelines para hipertensão.
Na sessão de abertura do encontro, Giuseppe Mancia, presidente do 17.º European Meeting on Hypertention, evidenciou essa mesma ansiedade, lembrando que as linhas orientadoras saídas do encontro de 2003, produzidas em conjunto pela European Society of Hypertention (ESH) e pela European Society of Cardiology, foram um «sucesso», tendo mesmo sido o trabalho «mais divulgado a nível mundial nos últimos dois anos no meio da literatura médica».
Também a vice-presidente da ESH, a médica turca Serap Erdine, destacou a divulgação e discussão das guidelines de 2007 como o principal ingrediente desta reunião e lembrou que estas directrizes serão a «força líder no tratamento dos doentes e na melhoria do controlo da hipertensão» nos os próximos tempos.
Giuseppe Mancia aproveitou ainda a sessão inaugural para apresentar os números que fazem desta reunião dedicada à hipertensão uma das maiores a nível mundial nesta matéria. O número de inscrições chegou a 6000, de cerca de 90 nações, sendo que a Europa esteve em peso no evento, com a representação de 30 países.
Ao todo foram submetidos à apreciação do conselho científico do encontro um total de 1548 abstracts, dos quais foram aceites 1421. A Europa continua a ser o continente mais representado nesta matéria, com 1162 trabalhos submetidos a apreciação, logo seguida da Ásia, com 145, e da América, com 102. Estes valores vêm dar corpo à pretensão da ESH de ajudar jovens investigadores a apresentar as suas investigações. «É um investimento no futuro», afiançou Giuseppe Mancia.

Hipertensão ganhou «importância»

Outro dos palestrantes na cerimónia de abertura do encontro em Milão foi o antigo presidente da ESH, Anthony Heagerty. O especialista ressalvou na sua intervenção que só nos últimos «10 a 15 anos é que a hipertensão ganhou importância nas mensagens de saúde». E é igualmente notório que a mensagem difundida pela sociedade europeia de que a hipertensão representa um perigo para a Saúde Pública também «tenha vindo a ganhar importância», reconheceu o antigo presidente da ESH. Todavia, essas preocupações não apareceram recentemente e já povoam a mente dos clínicos há bastante tempo. Foi há 120 anos que os primeiros médicos detectaram anormalidades na tensão arterial e já nessa altura advertiram para as possíveis consequências que esta teria na função cardiovascular. No entanto, os especialistas dessa altura «não tinham ao seu alcance a sofisticação científica que comprovasse as suas suspeitas», lembrou o antigo dirigente, acrescentando que «só na segunda metade do século passado houve um maior conhecimento do que é ter hipertensão e do risco que esta implica para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e para os acidentes vasculares cerebrais».

R.V.

TM 1.º CADERNO de 2007.07.02
0712511C24507RV26A

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