Tutela equaciona nova ULS na Cova da Beira
por Rita Vassal | 14.12.2014
Paulo Macedo admite que Ministério da Saúde pensa criar mais unidades locais de saúde
O ministro da Saúde avançou que a tutela está a estudar a possibilidade de criar mais unidades locais de saúde (ULS) desde que o modelo se mostre vantajoso para a prestação de cuidados à população. Paulo Macedo apenas avançou que já estão a ser estudadas as vantagens da aplicação do modelo na Cova da Beira.
À margem da cerimónia que atribuiu a distinção aos melhores hospitais do País promovida pela IAISIST , Paulo Macedo avançou que o Ministério da Saúde está a estudar a possibilidade de criação de novas ULS.
O responsável pela pasta da Saúde apenas adiantou que estão a ser estudadas as vantagens deste modelo na Cova da Beira, numa unidade que juntará o Centro Hospitalar da Cova da Beira — composto pelo Hospital Pêro da Covilhã e pelo Hospital do Fundão — e o Agrupamento de Centros de Saúde (Aces) da Cova da Beira, que juntou numa única administração o Centro de Saúde do Fundão, o Centro de Saúde de Belmonte e o Centro de Saúde da Covilhã.
Em declarações aos jornalistas no final da cerimónia, que decorreu na Universidade Nova de Lisboa no dia 9 de Dezembro, o governante reconheceu que «o modelo de integração de cuidados» proporcionado pelas ULS ao juntar sob a mesma administração os cuidados de saúde primários e os cuidados de saúde hospitalares «em termos conceptuais faz sentido», referindo ainda que têm existido «experiências positivas» neste campo.
«Todavia, é preciso perceber se há ganhos reais e quantificados», sublinhou Paulo Macedo, adiantando que a tutela pretende quantificar «que tipo de ganhos» são obtidos com este modelo de integração. Na opinião do ministro da Saúde, as ULS podem ser uma mais-valia em zonas com maiores carências, nomeadamente em termos de recursos humanos, como acontece no Litoral Alentejano que em 2012 viu nascer a ULS que juntou o Hospital do Litoral Alentejano ao ACES Alentejo Litoral. «Parece-nos que houve vantagens para dar resposta a várias situações, nomeadamente à falta de recursos humanos, e para criar sinergias», reforçou aos jornalistas.
De recordar que, depois do nascimento da ULS de Matosinhos em 1999 foram criadas mais sete ULS — ULS do Baixo Alentejo, ULS do Litoral Alentejano, ULS do Nordeste, ULS do Norte Alentejano, ULS do Alto Minho, ULS da Guarda e ULS de Castelo Branco — sempre com críticas por parte dos cuidados de saúde primários, nomeadamente pela voz da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, da Unidades de Saúde Familiar — Associação Nacional (USF-AN) e pela extinta Missão para a Reforma dos Cuidados de Saúde Primários que sempre falaram de uma secundarização dos cuidados de saúde primários por parte dos cuidados hospitalares.
Rita Vassal
1415671C07114RV50A
À margem da cerimónia que atribuiu a distinção aos melhores hospitais do País promovida pela IAISIST , Paulo Macedo avançou que o Ministério da Saúde está a estudar a possibilidade de criação de novas ULS.
O responsável pela pasta da Saúde apenas adiantou que estão a ser estudadas as vantagens deste modelo na Cova da Beira, numa unidade que juntará o Centro Hospitalar da Cova da Beira — composto pelo Hospital Pêro da Covilhã e pelo Hospital do Fundão — e o Agrupamento de Centros de Saúde (Aces) da Cova da Beira, que juntou numa única administração o Centro de Saúde do Fundão, o Centro de Saúde de Belmonte e o Centro de Saúde da Covilhã.
Em declarações aos jornalistas no final da cerimónia, que decorreu na Universidade Nova de Lisboa no dia 9 de Dezembro, o governante reconheceu que «o modelo de integração de cuidados» proporcionado pelas ULS ao juntar sob a mesma administração os cuidados de saúde primários e os cuidados de saúde hospitalares «em termos conceptuais faz sentido», referindo ainda que têm existido «experiências positivas» neste campo.
«Todavia, é preciso perceber se há ganhos reais e quantificados», sublinhou Paulo Macedo, adiantando que a tutela pretende quantificar «que tipo de ganhos» são obtidos com este modelo de integração. Na opinião do ministro da Saúde, as ULS podem ser uma mais-valia em zonas com maiores carências, nomeadamente em termos de recursos humanos, como acontece no Litoral Alentejano que em 2012 viu nascer a ULS que juntou o Hospital do Litoral Alentejano ao ACES Alentejo Litoral. «Parece-nos que houve vantagens para dar resposta a várias situações, nomeadamente à falta de recursos humanos, e para criar sinergias», reforçou aos jornalistas.
De recordar que, depois do nascimento da ULS de Matosinhos em 1999 foram criadas mais sete ULS — ULS do Baixo Alentejo, ULS do Litoral Alentejano, ULS do Nordeste, ULS do Norte Alentejano, ULS do Alto Minho, ULS da Guarda e ULS de Castelo Branco — sempre com críticas por parte dos cuidados de saúde primários, nomeadamente pela voz da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, da Unidades de Saúde Familiar — Associação Nacional (USF-AN) e pela extinta Missão para a Reforma dos Cuidados de Saúde Primários que sempre falaram de uma secundarização dos cuidados de saúde primários por parte dos cuidados hospitalares.
Rita Vassal
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Tutela equaciona nova ULS na Cova da Beira