APMGF contra mecanismo extraordinário para dar grau de especialista a clínicos gerais

28.05.2015

Associação defende que estes cumpram o internato 
A Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) «reconhece apenas uma via de obtenção do grau de especialista de Medicina Geral e Familiar (MGF), que implica cumprir o programa de internato da especialidade MGF e realizar exame final nos termos legais e regulamentares em vigor».

Pronunciando-se contra o projeto de decreto-lei governamental em fase de discussão pública, que pretende criar um mecanismo extraordinário de formação específica para os clínicos gerais em exercício, a APMGF considera mesmo estranho que o Ministério da Saúde (MS) «insista nesta ideia aventureira, desajustada da realidade atual e quando o país conta com outras soluções, em particular um vasto leque de recém-especialistas que termina a cada ano que passa a sua formação e que urge colocar nos serviços de saúde de forma célere». 

Para além disso, a Direção Nacional da Associação lamenta num comunicado assinado por Rui Nogueira, não ter sido «ouvida nem achada nesta matéria, não tendo existido qualquer contacto prévio por parte do Ministério da Saúde». De acordo com o projeto de despacho publicado no Boletim de Trabalho e Emprego, os clínicos gerais com 6 anos de exercício vão poder obter grau de MGF, faltando aprovar a formação específica extraordinária para que seja atribuído esse grau de especialista em MGF, indicando o documento que esta regulamentação será publicada no prazo de 60 dias após aprovação do despacho.

Esta equiparação tem vindo a ser tentada pela tutela desde 2011, sem resultados.

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28 de Maio de 2015
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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