António Ferreira garante o seu hospital «não ganha» com o plasma dos dadores
foto de L Ribeiro | 02.07.2015
Presidente do CA do S. João na Comissão Parlamentar de Saúde
O presidente do conselho de administração (CA) do Hospital de S. João (HSJ) nega que aquela unidade ganhe dinheiro com o plasma dos seus dadores, considerando ainda que não é ilegal misturar esse plasma com o de dadores estrageiros, que é pago. Numa audição, ontem, na Comissão Parlamentar de Saúde, após notícias na Comunicação Social relacionadas com um contrato de fracionamento do plasma dos dadores do HSJ com a Octapharma, o responsável afirmou que o hospital não faz negócio com o plasma.
«Não andamos a ganhar dinheiro de forma nenhuma e não admito insinuações desse género», disse António Ferreira, acrescentando que o hospital tem certificação das autoridades competentes no que respeita às condições técnicas de colheita conservação e armazenamento do plasma.
Recorde-se que uma reportagem da TVI alertou recentemente para o facto de Portugal não poder vender o seu plasma, mas poder comprar plasma estrangeiro de dadores pagos, tendo o HSJ começado este ano a aproveitar 25 mil unidades de plasma dos seus dadores, através de um contrato com a Octapharma.
De acordo com a mesma reportagem, a farmacêutica mistura o plasma dos dadores do HSJ com o plasma dos seus dadores pagos, podendo estar em causa uma ilegalidade com a venda de hemoderivados que detenham na sua composição plasma português.
Mas, para o presidente do CA do HSJ este último facto é «uma impossibilidade», dado que «a quantidade de plasma que sai dos congeladores do HSJ volta inativada, na mesma quantidade» e «a outra quantidade de produtos que cada unidade deve dar, volta exatamente para o hospital».
O hospital esclareceu ainda que «não há nenhuma ilegalidade em que o plasma de dadores portugueses entre num "plasma master file" a nível europeu de plasma de dadores de toda a Europa», tendo esta opção sido justificada por falta de possibilidade de fazer o tratamento do plasma só com o português.
A única hipótese viável seria a de «integrar o plasma dos dadores do HSJ num "plasma master file", que o Infarmed autorizou e disse que era legal», defendeu António Ferreira.
15ML27o
2 de Julho de 2015
1527Pub5f15ML27O
Publicada originalmente em www.univadis.pt
«Não andamos a ganhar dinheiro de forma nenhuma e não admito insinuações desse género», disse António Ferreira, acrescentando que o hospital tem certificação das autoridades competentes no que respeita às condições técnicas de colheita conservação e armazenamento do plasma.
Recorde-se que uma reportagem da TVI alertou recentemente para o facto de Portugal não poder vender o seu plasma, mas poder comprar plasma estrangeiro de dadores pagos, tendo o HSJ começado este ano a aproveitar 25 mil unidades de plasma dos seus dadores, através de um contrato com a Octapharma.
De acordo com a mesma reportagem, a farmacêutica mistura o plasma dos dadores do HSJ com o plasma dos seus dadores pagos, podendo estar em causa uma ilegalidade com a venda de hemoderivados que detenham na sua composição plasma português.
Mas, para o presidente do CA do HSJ este último facto é «uma impossibilidade», dado que «a quantidade de plasma que sai dos congeladores do HSJ volta inativada, na mesma quantidade» e «a outra quantidade de produtos que cada unidade deve dar, volta exatamente para o hospital».
O hospital esclareceu ainda que «não há nenhuma ilegalidade em que o plasma de dadores portugueses entre num "plasma master file" a nível europeu de plasma de dadores de toda a Europa», tendo esta opção sido justificada por falta de possibilidade de fazer o tratamento do plasma só com o português.
A única hipótese viável seria a de «integrar o plasma dos dadores do HSJ num "plasma master file", que o Infarmed autorizou e disse que era legal», defendeu António Ferreira.
15ML27o
2 de Julho de 2015
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Publicada originalmente em www.univadis.pt
António Ferreira garante o seu hospital «não ganha» com o plasma dos dadores