«Médicos extenuados» no Centro Hospitalar do Algarve
por Teresa Mendes | 21.08.2015
Comunicado da Ordem dos Médicos vem «exigir» uma tomada de posição por parte da tutela
O Conselho Regional do Sul da Ordem e o Conselho Distrital do Algarve da Ordem dos Médicos (OM), em comunicado conjunto, vêm alertar novamente para a situação vivida no Centro Hospitalar do Algarve (CHA) onde se verificam «a redução dos tempos operatórios e o esgotamento dos médicos».
«Muito preocupada com a situação», a OM «exige uma tomada de posição dos decisores políticos, conselho de administração e ministro da Saúde, para se evitarem consequências irreparáveis para os doentes».
Diz a informação à Imprensa que há vários anos que o CHA tem problemas graves de recursos humanos, nomeadamente médicos, sobretudo nalgumas especialidades, com manifesta incapacidade de resolução pelo conselho de administração e pelo ministro da Saúde, situação agora agravada em virtude das férias dos profissionais de saúde, «da maior pressão sobre os que ficam a trabalhar e do enorme aumento da população» do Algarve.
Segundo a OM, que já tinha alertado para a situação no passado mês de julho, «grande parte dos médicos estão sob imensa pressão pelo Serviço de Urgência, transversal a todas as especialidades mas, sobretudo nas especialidades cirúrgicas, que muitas vezes fazem 48 horas de Urgência por semana, não sendo possível assegurar, o outro trabalho regular dos Serviços, para além do natural cansaço e esgotamento dos médicos com esta sobrecarga de trabalho».
O Conselho Distrital do Algarve da OM «tem recebido recorrentes queixas de médicos, que lamentam a incapacidade e o desinteresse que sentem nas instâncias do poder administrativo e político»
Salienta ainda o comunicado que o Conselho Distrital do Algarve «tem recebido recorrentes queixas de médicos, que lamentam a incapacidade e o desinteresse que sentem nas instâncias do poder administrativo e político».
Entre essas queixas, avultam as que denunciam um «grave défice na Anestesiologia por falta de médicos, que tem levado à redução dos tempos operatórios em todas as especialidades e ao cancelamento da cirurgia regular e acrescida», bem como na Obstetrícia, onde «a incapacidade de dar resposta às ecografias das grávidas levou a que fossem enviadas para o sector privado».
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21 de Agosto de 2015
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Publicada originalmente em www.univadis.pt
«Muito preocupada com a situação», a OM «exige uma tomada de posição dos decisores políticos, conselho de administração e ministro da Saúde, para se evitarem consequências irreparáveis para os doentes».
Diz a informação à Imprensa que há vários anos que o CHA tem problemas graves de recursos humanos, nomeadamente médicos, sobretudo nalgumas especialidades, com manifesta incapacidade de resolução pelo conselho de administração e pelo ministro da Saúde, situação agora agravada em virtude das férias dos profissionais de saúde, «da maior pressão sobre os que ficam a trabalhar e do enorme aumento da população» do Algarve.
Segundo a OM, que já tinha alertado para a situação no passado mês de julho, «grande parte dos médicos estão sob imensa pressão pelo Serviço de Urgência, transversal a todas as especialidades mas, sobretudo nas especialidades cirúrgicas, que muitas vezes fazem 48 horas de Urgência por semana, não sendo possível assegurar, o outro trabalho regular dos Serviços, para além do natural cansaço e esgotamento dos médicos com esta sobrecarga de trabalho».
O Conselho Distrital do Algarve da OM «tem recebido recorrentes queixas de médicos, que lamentam a incapacidade e o desinteresse que sentem nas instâncias do poder administrativo e político»
Salienta ainda o comunicado que o Conselho Distrital do Algarve «tem recebido recorrentes queixas de médicos, que lamentam a incapacidade e o desinteresse que sentem nas instâncias do poder administrativo e político».
Entre essas queixas, avultam as que denunciam um «grave défice na Anestesiologia por falta de médicos, que tem levado à redução dos tempos operatórios em todas as especialidades e ao cancelamento da cirurgia regular e acrescida», bem como na Obstetrícia, onde «a incapacidade de dar resposta às ecografias das grávidas levou a que fossem enviadas para o sector privado».
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21 de Agosto de 2015
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Publicada originalmente em www.univadis.pt
«Médicos extenuados» no Centro Hospitalar do Algarve