Urgência não pode ser a única porta de entrada nos hospitais
por Teresa Mendes | 21.10.2015
1.º Congresso Nacional da Urgência tenta apontar soluções para os serviços de urgência nacionais
A utilização excessiva dos Serviços de Urgência por doentes sem gravidade «é um dos principais desafios dos internistas nas Urgências, porque coloca em causa a eficiência das vias verdes prioritárias, como trauma, coronária, sépsis e AVC», afirma o Núcleo de Estudos de Urgência e do Doente Agudo (NEUrgMI) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) em comunicado. Este será precisamente um dos temas em debate no 1.º Congresso Nacional da Urgência, que acontece nos próximos dias 24 e 25 de outubro, no Hotel Vida Mar, Funchal.
Maria da Luz Brazão, internista e responsável pela coordenação do congresso afirma que «os poderes públicos continuam a achar que a Urgência é a única porta dos hospitais, em vez de investirem em portas alternativas», acrescentando que «não há solução para este problema que não passe pelo desvio do excesso de afluência para outros serviços».
A coordenadora desta reunião sublinha que «não existe um pensamento estratégico que permita o planeamento e a colocação em prática de operações de direcionamento de doentes afetados por condições epidemiologicamente previsíveis», o que contribui para a sobrelotação dos Serviços de Urgência que marcou o inverno passado e já se fez sentir em Lisboa neste outono.
Para colmatar a falta de planeamento, Maria da Luz Brazão salienta a importância de reabrir os serviços de atendimento permanente (SAP) assim que começar o surto da gripe.
Por outro lado, os serviços de internamento deverão aumentar a sua dinâmica com vista à utilização acrescida das áreas de ambulatório hospitalar – consultas, unidades de diagnóstico rápido, hospital de dia, unidades de internamento curto – «para acrescentar mais vagas para doentes mais graves, retirando muitos doentes do ambiente da Urgência», acrescenta.
A utilização excessiva dos Serviços de Urgência por doentes sem gravidade será uma dos temas em debate no 1.º Congresso Nacional da Urgência, que acontece nos próximos dias 24 e 25 de outubro, no Hotel Vida Mar, Funchal
A coordenadora vê este primeiro congresso como uma oportunidade para que os internistas discutam de forma positiva soluções que permitam iniciar uma revolução na vida dos Serviços de Urgência, avançando a responsável que «as conclusões a extrair do congresso serão apresentadas a entidades de direção máxima na área da saúde em Portugal, para que haja uma pressão construtiva sobre os planeadores centrais e institucionais».
O programa pode ser consultado aqui
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21 de Outubro de 2015
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Publicada originalmente em www.univadis.pt
Maria da Luz Brazão, internista e responsável pela coordenação do congresso afirma que «os poderes públicos continuam a achar que a Urgência é a única porta dos hospitais, em vez de investirem em portas alternativas», acrescentando que «não há solução para este problema que não passe pelo desvio do excesso de afluência para outros serviços».
A coordenadora desta reunião sublinha que «não existe um pensamento estratégico que permita o planeamento e a colocação em prática de operações de direcionamento de doentes afetados por condições epidemiologicamente previsíveis», o que contribui para a sobrelotação dos Serviços de Urgência que marcou o inverno passado e já se fez sentir em Lisboa neste outono.
Para colmatar a falta de planeamento, Maria da Luz Brazão salienta a importância de reabrir os serviços de atendimento permanente (SAP) assim que começar o surto da gripe.
Por outro lado, os serviços de internamento deverão aumentar a sua dinâmica com vista à utilização acrescida das áreas de ambulatório hospitalar – consultas, unidades de diagnóstico rápido, hospital de dia, unidades de internamento curto – «para acrescentar mais vagas para doentes mais graves, retirando muitos doentes do ambiente da Urgência», acrescenta.
A utilização excessiva dos Serviços de Urgência por doentes sem gravidade será uma dos temas em debate no 1.º Congresso Nacional da Urgência, que acontece nos próximos dias 24 e 25 de outubro, no Hotel Vida Mar, Funchal
A coordenadora vê este primeiro congresso como uma oportunidade para que os internistas discutam de forma positiva soluções que permitam iniciar uma revolução na vida dos Serviços de Urgência, avançando a responsável que «as conclusões a extrair do congresso serão apresentadas a entidades de direção máxima na área da saúde em Portugal, para que haja uma pressão construtiva sobre os planeadores centrais e institucionais».
O programa pode ser consultado aqui
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21 de Outubro de 2015
1543Pub4f15TM43L
Publicada originalmente em www.univadis.pt
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