Famílias portuguesas pagam 27,2 por cento das despesas da saúde do seu bolso
por Teresa Mendes | foto de "DR" | 06.11.2015
Relatório «Health at a Glance 2015»
Os portugueses estão entre os cidadãos que mais gastam em cuidados de saúde nos países membros da OCDE, sendo que 27,2% dos encargos totais com a saúde foram pagos diretamente pelas famílias.
A conclusão divulgada no relatório «Health at a Glance 2015» coloca Portugal como o terceiro país da União Europeia onde as famílias mais contribuíram diretamente para a saúde, em 2013, um resultado só ultrapassado pela Grécia (30,7%) e pela Hungria (28,1%).
De salientar que a média das taxas de pagamentos diretos dos doentes está na ordem dos 19%.
O nosso país destaca-se ainda por ter registado, entre os 28 países analisados, a maior queda na despesa com medicamentos nas farmácias entre 2009 e 2013, um valor que desceu 11,1% ao ano, sendo que no mesmo período a descida média de despesa com fármacos nas farmácias entre o conjunto de estados da OCDE foi de 3,2% ao ano.
A organização volta a salientar que as questões financeiras, a par das barreiras geográficas ou dos elevados tempos de espera, «condicionam o acesso, o que põe em causa a saúde dos utentes».
A cobertura dos cuidados de saúde primários é outras das fragilidades apontadas.
«O sistema de saúde português ainda é demasiado dependente do sector hospitalar», salienta o documento, propondo um aumento da resposta a «nível comunitário para a oferta de reabilitação, cuidados pós-agudos e resposta a Urgências» para aliviar a pressão sobre os hospitais.
Os portugueses estão entre os cidadãos que mais gastam em cuidados de saúde nos países membros da OCDE, sendo que 27,2% dos encargos totais com a saúde foram pagos diretamente pelas famílias
A OCDE estima que 30% da atividade hospitalar poderia ser feita na comunidade e que 20 milhões de euros poderiam ser «poupados num ano com a transferência de mais cuidados de enfermagem para fora dos hospitais».
O relatório pode ser consultado na íntegra
15tm45t
6 de Novembro de 2015
1545Pub6f15TM45T
Publicada originalmente em www.univadis.pt
A conclusão divulgada no relatório «Health at a Glance 2015» coloca Portugal como o terceiro país da União Europeia onde as famílias mais contribuíram diretamente para a saúde, em 2013, um resultado só ultrapassado pela Grécia (30,7%) e pela Hungria (28,1%).
De salientar que a média das taxas de pagamentos diretos dos doentes está na ordem dos 19%.
O nosso país destaca-se ainda por ter registado, entre os 28 países analisados, a maior queda na despesa com medicamentos nas farmácias entre 2009 e 2013, um valor que desceu 11,1% ao ano, sendo que no mesmo período a descida média de despesa com fármacos nas farmácias entre o conjunto de estados da OCDE foi de 3,2% ao ano.
A organização volta a salientar que as questões financeiras, a par das barreiras geográficas ou dos elevados tempos de espera, «condicionam o acesso, o que põe em causa a saúde dos utentes».
A cobertura dos cuidados de saúde primários é outras das fragilidades apontadas.
«O sistema de saúde português ainda é demasiado dependente do sector hospitalar», salienta o documento, propondo um aumento da resposta a «nível comunitário para a oferta de reabilitação, cuidados pós-agudos e resposta a Urgências» para aliviar a pressão sobre os hospitais.
Os portugueses estão entre os cidadãos que mais gastam em cuidados de saúde nos países membros da OCDE, sendo que 27,2% dos encargos totais com a saúde foram pagos diretamente pelas famílias
A OCDE estima que 30% da atividade hospitalar poderia ser feita na comunidade e que 20 milhões de euros poderiam ser «poupados num ano com a transferência de mais cuidados de enfermagem para fora dos hospitais».
O relatório pode ser consultado na íntegra
15tm45t
6 de Novembro de 2015
1545Pub6f15TM45T
Publicada originalmente em www.univadis.pt
Famílias portuguesas pagam 27,2 por cento das despesas da saúde do seu bolso