Prémios Scrip 2015 distinguem medicamentos da Novartis

por João Paulo de Oliveira | 04.12.2015

Melhor Medicamento Inovador, para o Cosentix® e Avanço Clínico do Ano, para o Entresto™
Os Prémios Scrip 2015 distinguiram dois medicamentos da Novartis: o do Melhor Medicamento Inovador, para o Cosentix® e o do Avanço Clínico do Ano, para o Entresto™.

O Cosentix® (secukinumab), para o tratamento da psoríase das palmas das mãos, dos pés e das unhas (extremamente difícil de tratar e requerendo, muitas vezes, terapêutica biológica), atingiu os endpoints primários em dois ensaios clínicos apresentados no 23.º Congresso Mundial de Dermatologia, que decorreu em Vancouver, no Canadá, entre 8 e 13 de junho passado. 

No GESTURE, em doentes com psoríase palmoplantar moderada a grave, o secukinumab 300 mg foi superior ao placebo à semana 16, tendo conseguido eliminar ou praticamente eliminar as lesões (33,3% vs 1,5%). 

No TRANSFIGURE, em doentes com psoríase das unhas, o medicamento foi também superior ao placebo à semana 16, em termos de diminuição média da gravidade da doença, em comparação com os valores basais (45,3% vs /10,8%).

O perfil de segurança do fármaco foi comparável, em ambos os estudos, ao dos anteriores ensaios clínicos de fase III.
A propósito destes ensaios clínicos, Vasant Narasinhan, responsável pelo Desenvolvimento Global da Novartis, afirmou que «são os maiores estudos a comparar prospetivamente uma terapêutica ativa com placebo em doentes com psoríase palmoplantar e das unhas, área onde continua a existir uma necessidade urgente de tratamentos efetivos», e que os seus resultados «vêm juntar-se ao crescente corpo de evidência que define o secukinumab como um novo padrão de cuidados para os doentes com os tipos de psoríase mais difíceis de tratar».

 Insuficiência cardíaca
 
O EntrestoTM (sacubitril/valsartan) foi aprovado em novembro último, pela Comissão Europeia, para o tratamento de adultos com insuficiência cardíaca (IC) sintomática e fração de ejeção reduzida. 

A aprovação baseou-se nos resultados do estudo PARADIGM-HF, em 8422 doentes, interrompido prematuramente quando foi demonstrado que o sacubitril/valsartan reduzia significativamente o risco de morte cardiovascular e de hospitalização por IC vs enalapril, com um perfil de tolerabilidade similar ao do IECA.   

O novo fármaco combina o mecanismo de ação de um inibidor da neprilisina, que reduz o esforço do coração debilitado, com a supressão do sistema renina-angiotensina-aldosterona.

«As pessoas que vivem com IC enfrentam um elevado risco de morte e têm uma qualidade de vida inferior à daqueles com praticamente qualquer doença crónica; por isso, é muito importante que, na Europa, lhes possa ser oferecida uma nova opção de tratamento», disse David Epstein, chefe de Divisão da Novartis.

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4 de Dezembro de 2015
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