Estudo defende tratamento para pressão arterial em pessoas de risco, mesmo que apresentem valores normais
por Teresa Mendes | foto de "DR" | 28.12.2015
Artigo publicado na revista The Lancet
Os benefícios de diminuir a pressão arterial (PA) elevada são vastamente conhecidos. Mas uma equipa de investigadores foi mais longe e demonstrou que mesmo as pessoas com pressão sanguínea mais baixa, mas afetadas por outras patologias (renais, diabetes, antecedentes cardíacos, entre outras), beneficiam se forem tratadas com anti hipertensores.
De acordo com o estudo «Blood pressure lowering for prevention of cardiovascular disease and death: a systematic review and meta-analysis», publicado na passada quinta-feira, na revista britânica The Lancet, «milhões de vidas podem ser salvas se as pessoas em risco de ataque cardíaco ou AVC forem tratadas com medicamentos para baixar a tensão arterial, mesmo que apresentem valores de tensão normais».
Cada redução de 10 mmHg (milímetro de mercúrio) de pressão arterial sistólica reduz o risco de ataque cardíaco em um quinto, o de AVC e insuficiência cardíaca em um quarto, e o de morte em 13%, revela a investigação que se baseou em 123 ensaios publicados entre 1966 e Julho de 2015, relativos a mais de 600 mil pessoas.
«Os nossos resultados apontam para uma recomendação da redução da pressão arterial sistólica para menos de 130 mmHg», indica a equipa de investigadores, liderada por Dena Ettehad, defendendo o tratamento de todos os pacientes em risco de crise cardíaco ou AVC, independentemente da pressão arterial que apresentarem no início do tratamento.
Pelos factos, os investigadores apelam a uma revisão urgente das atuais diretivas sobre pressão arterial, incluindo as emitidas pela Sociedade Europeia de Hipertensão que recentemente aliviou as metas de tensão arterial que se situavam em 130/85 mmHg, elevando-as para 140/90 e até um pouco acima para as pessoas mais idosas.
O estudo publicado na The Lancet revela que «milhões de vidas podem ser salvas se as pessoas em risco de enfarte ou AVC forem tratadas com medicamentos para baixar a tensão arterial, mesmo que apresentem valores de tensão normais»
O estudo pode ser consultado aqui
15tm53a
28 de Dezembro de 2015
1553Pub2f15TM53A
Publicada originalmente em www.univadis.pt
De acordo com o estudo «Blood pressure lowering for prevention of cardiovascular disease and death: a systematic review and meta-analysis», publicado na passada quinta-feira, na revista britânica The Lancet, «milhões de vidas podem ser salvas se as pessoas em risco de ataque cardíaco ou AVC forem tratadas com medicamentos para baixar a tensão arterial, mesmo que apresentem valores de tensão normais».
Cada redução de 10 mmHg (milímetro de mercúrio) de pressão arterial sistólica reduz o risco de ataque cardíaco em um quinto, o de AVC e insuficiência cardíaca em um quarto, e o de morte em 13%, revela a investigação que se baseou em 123 ensaios publicados entre 1966 e Julho de 2015, relativos a mais de 600 mil pessoas.
«Os nossos resultados apontam para uma recomendação da redução da pressão arterial sistólica para menos de 130 mmHg», indica a equipa de investigadores, liderada por Dena Ettehad, defendendo o tratamento de todos os pacientes em risco de crise cardíaco ou AVC, independentemente da pressão arterial que apresentarem no início do tratamento.
Pelos factos, os investigadores apelam a uma revisão urgente das atuais diretivas sobre pressão arterial, incluindo as emitidas pela Sociedade Europeia de Hipertensão que recentemente aliviou as metas de tensão arterial que se situavam em 130/85 mmHg, elevando-as para 140/90 e até um pouco acima para as pessoas mais idosas.
O estudo publicado na The Lancet revela que «milhões de vidas podem ser salvas se as pessoas em risco de enfarte ou AVC forem tratadas com medicamentos para baixar a tensão arterial, mesmo que apresentem valores de tensão normais»
O estudo pode ser consultado aqui
15tm53a
28 de Dezembro de 2015
1553Pub2f15TM53A
Publicada originalmente em www.univadis.pt
Estudo defende tratamento para pressão arterial em pessoas de risco, mesmo que apresentem valores normais