AMPIF abre possibilidade de incluir associados não médicos
por Teresa Mendes | foto de Luis Ribeiro | 07.01.2016
Cerimónia de tomada de posse dos corpos sociais 2016-2017
Acílio Gala vai permanecer à frente dos destinos da Associação dos Médicos Portugueses da Indústria Farmacêutica (AMPIF) no biénio de 2016-2017.
Em declarações ao «Tempo Medicina» o responsável afirma «conhecer hoje melhor os que dão corpo e alma aos projetos no interior dos laboratórios» e avança que será votada ainda este ano a possibilidade de inclusão de associados não médicos.
«Estamos a trabalhar, neste momento, numa proposta de alteração de estatutos e regulamento e iremos submeter esta proposta a uma Assembleia Geral extraordinária para discussão e votação, de forma a considerar a abertura da AMPIF a não médicos», disse Acílio Gala ao «Tempo Medicina», à margem da cerimónia de tomada de posse dos corpos sociais para 2016-2017, que decorreu no passado dia 5, na Ordem dos Médicos, em Lisboa.

«Queremos que essa questão seja discutida de uma forma aberta e com o maior número de colegas a dar a sua opinião, contando ainda este ano levar o assunto à discussão e votação», acrescentou o presidente da AMPIF que viu o seu mandato renovado.
Embora ainda «não esteja ainda definido» a que grupos específicos da área da saúde, essa abertura pressupõe que poderão ser incluídos «desde farmacêuticos, a biólogos, passando por enfermeiros ou químicos», confirmou.
Confrontado sobre se a mudança será bem acolhida entre os médicos, o responsável responde que «não podemos ficar indiferentes à realidade», que foi «demonstrada nas visitas realizadas pela AMPIF ao longo dos últimos dois anos aos departamentos médicos dos laboratórios», bem como «num estudo realizado em colaboração com a Universidade de Aveiro sobre Medical Affairs em Portugal 2012-2014».
«Se antes havia a perceção de que a maioria dos colegas que trabalham nas estruturas dos Assuntos Médicos eram não médicos, o estudo que fizemos, que é transversal e que envolve mais de 80% dos principais laboratórios em Portugal, confirma e reforça essa realidade.
A grande maioria das pessoas que trabalha nessas estruturas são não médicos.
E a Associação não pode ficar indiferente aos dados», explica Acílio Gala.
O estudo, que aborda várias questões, desde os recursos humanos, à farmacovigilância, passando pelos ensaios clínicos, e assuntos mais específicas do posicionamento e perceção da realidade das estruturas Medical Affairs, será, de acordo com o presidente da AMPIF, «trabalhado o mais possível, uma vez que os dados ainda estão em bruto», havendo a intenção de o publicar «ainda durante este ano».
«Por incrível que pareça a IF conseguiu resistir à crise»
«A Indústria Farmacêutica (IF) está hoje a experienciar, quiçá, os mais difíceis e conturbados anos da sua existência.
A crise económica, e a imperiosidade de tomada de posições têm colocado IF sob um constante desafio entre o poder articular ação imediata com o planear a médio e longo prazo.» Foi com estas palavras que, há dois anos atrás, Acílio Gala começou o seu discurso de tomada de posse. Volvidos dois anos, o responsável, que inicia agora um novo mandato, garantiu que «por incrível que pareça, a IF, ao adaptar-se, conseguiu resistir à crise, apostando nas pessoas e na área científica».
O estudo já referido, levado a cabo pela AMPIF sobre a realidade das estuturas Medical Affairs em Portugal, apresentado na 10.ª Reunião Bienal da Associação em novembro de 2015, «concluiu de uma forma inequívoca a enorme capacidade de resiliência de todos os que na IF trabalham» e que «os recursos humanos nos departamentos médicos aumentaram através da oportunidade de acolher no seu seio colegas de outras áreas da saúde que não exclusivamente médicos», salientou o também diretor médico e diretor-adjunto de Investigação e Desenvolvimento de BIAL.

Por outro lado, a investigação desenvolvida constatou igualmente «o contínuo e continuado esforço das empresas em Portugal no investir em projetos científicos, nelas aportando recursos humanos e financeiros».
O presidente reconduzido lembrou ainda o desafio lançado no início de 2014 de «reganhar a AMPIF», considerando que o mesmo «foi ganho», através das «várias visitas aos associados, nos seus locais de trabalho, para melhor vivenciar as suas realidades diárias, os anseios, as dificuldades e os desejos».
«Podemos afirmar conhecermos hoje melhor os que dão corpo e alma aos projetos no interior das estruturas médicas. Aqueles, médicos, farmacêuticos, enfermeiros, biólogos, químicos, entre outros, que procuram, perante as excecionalidades crescentes, trabalhar sempre mais e melhor», afirmou Acílio Gala, acrescentando que a Associação soube, nestes dois anos, «ser uma presença ativa, uma voz conselheira e um elo de ligação entre parceiros», para além de ter «levado a bom porto» o seu programa.
Até ao final de 2017 Acílio Gala espera «continuar a servir todos os associados, chamando todos à participação e a dar um pouco de si à causa».
O responsável terminou o seu discurso citando o Padre António Vieira.
«Nós somos o que fazemos. O que não se faz não existe.
Portanto, só existimos nos dias em que fazemos.
Nos dias em que não fazemos, apenas duramos», afirmou, garantindo que «a AMPIF quer fazer».
Na cerimónia marcaram presença, para além dos corpos sociais da Associação, o bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, e o bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, Maurício Barbosa.
«Se antes havia a perceção de que a maioria dos colegas que trabalham nas estruturas dos Assuntos Médicos eram não médicos, o estudo que fizemos confirma e reforça essa realidade. E a Associação não pode ficar indiferente aos dados», afirmou ao «Tempo Medicina» Acílio Gala
«Podemos afirmar conhecermos hoje melhor os que dão corpo e alma aos projetos no interior das estruturas médicas. Aqueles, médicos, farmacêuticos, enfermeiros, biólogos, químicos, entre outros, que procuram, perante as excecionalidades crescentes, trabalhar sempre mais e melhor», afirmou Acílio Gala
«Os recursos humanos nos departamentos médicos aumentaram através da oportunidade de acolher no seu seio colegas de outras áreas da saúde que não exclusivamente médicos», salientou Acílio Gala
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Três pilares estratégicos para os próximos dois anos
Para estes dois anos (2016-2017) a equipa da AMPIF mantém a sua estratégia de ação assente em três pilares, apresentados num plano de atividades que se apoia «na continuidade», plasmados nos seguintes objetivos:
- Reforço e consolidação da estrutura interna da AMPIF
«Continuar a apostar em visitas regulares a todos os departamentos médicos»; «Criar um gabinete de apoio aos colegas que trabalham na Medicina Farmacêutica para as áreas da Investigação Clínica, Ética e Deontologia e Competências»; «Reformular e dinamizar o site da AMPIF»; «Rever os estatutos e regulamento eleitoral, abrindo a possibilidade de inclusão de associados que não exclusivamente médicos e legalização do respetivo acrónimo».
- Reforço e consolidação das relações internas em contexto nacional
«Continuar a estabelecer parcerias estratégicas com instituições relevantes no panorama nacional para a Medicina Farmacêutica»; «Colaborar de forma ativa com a competência de Medicina Farmacêutica da Ordem dos Médicos»; «Concluir o processo de revisão do Protocolo entre a Apifarma e a Ordem dos Médicos revisto pela AMPIF que rege as relações entre a IF e médicos»; «Levar a cabo reuniões temáticas, sendo convidado um painel de peritos nacionais para o debate e reflexão»; «Propor a criação de uma unidade curricular em Medicina Farmacêutica para formação pré-graduada».
- Reforço e consolidação das relações externas em contexto internacional
«Manter a parceira com a FAPP, nas áreas de relações internacional e da ética»; «Aprofundar a possibilidade da AMPIF poder envolver-se na implementação do Professional Certificate Program Medical Affairs and Clinical Development».
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Quem é quem
Os nomes e funções dos membros da AMPIF para o próximo biénio 2016-2017 são os seguintes:
Direção: Presidente – Acílio Gala (BIAL); vice-presidente – Ana Rita Lima (Astra Zeneca); secretário-geral – Miguel Pais de Ramos (AbbVie); tesoureiro: João Paulo Guimarães (Angelini); vogal - Paula Martins de Jesus (Novartis Farma)
Assembleia Geral: Presidente – Luís Laranjeira (Lilly Portugal); vogal – Susana Marques (Pfizer); vogal – Andreia Leitão (Bristol-Myers Squibb); vogal – Mafalda Nogueira (MSD).

Conselho Fiscal: Presidente - Carlos Diogo (Meda); vogal - Conceição Soares de Sousa (Roche Farmacêutica e Química); vogal – Carla Pereira (Sanofi Portugal).
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7 de Janeiro de 2016
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Em declarações ao «Tempo Medicina» o responsável afirma «conhecer hoje melhor os que dão corpo e alma aos projetos no interior dos laboratórios» e avança que será votada ainda este ano a possibilidade de inclusão de associados não médicos.
«Estamos a trabalhar, neste momento, numa proposta de alteração de estatutos e regulamento e iremos submeter esta proposta a uma Assembleia Geral extraordinária para discussão e votação, de forma a considerar a abertura da AMPIF a não médicos», disse Acílio Gala ao «Tempo Medicina», à margem da cerimónia de tomada de posse dos corpos sociais para 2016-2017, que decorreu no passado dia 5, na Ordem dos Médicos, em Lisboa.

«Queremos que essa questão seja discutida de uma forma aberta e com o maior número de colegas a dar a sua opinião, contando ainda este ano levar o assunto à discussão e votação», acrescentou o presidente da AMPIF que viu o seu mandato renovado.
Embora ainda «não esteja ainda definido» a que grupos específicos da área da saúde, essa abertura pressupõe que poderão ser incluídos «desde farmacêuticos, a biólogos, passando por enfermeiros ou químicos», confirmou.
Confrontado sobre se a mudança será bem acolhida entre os médicos, o responsável responde que «não podemos ficar indiferentes à realidade», que foi «demonstrada nas visitas realizadas pela AMPIF ao longo dos últimos dois anos aos departamentos médicos dos laboratórios», bem como «num estudo realizado em colaboração com a Universidade de Aveiro sobre Medical Affairs em Portugal 2012-2014».
«Se antes havia a perceção de que a maioria dos colegas que trabalham nas estruturas dos Assuntos Médicos eram não médicos, o estudo que fizemos, que é transversal e que envolve mais de 80% dos principais laboratórios em Portugal, confirma e reforça essa realidade.
A grande maioria das pessoas que trabalha nessas estruturas são não médicos.
E a Associação não pode ficar indiferente aos dados», explica Acílio Gala.
O estudo, que aborda várias questões, desde os recursos humanos, à farmacovigilância, passando pelos ensaios clínicos, e assuntos mais específicas do posicionamento e perceção da realidade das estruturas Medical Affairs, será, de acordo com o presidente da AMPIF, «trabalhado o mais possível, uma vez que os dados ainda estão em bruto», havendo a intenção de o publicar «ainda durante este ano».
«Por incrível que pareça a IF conseguiu resistir à crise»
«A Indústria Farmacêutica (IF) está hoje a experienciar, quiçá, os mais difíceis e conturbados anos da sua existência.
A crise económica, e a imperiosidade de tomada de posições têm colocado IF sob um constante desafio entre o poder articular ação imediata com o planear a médio e longo prazo.» Foi com estas palavras que, há dois anos atrás, Acílio Gala começou o seu discurso de tomada de posse. Volvidos dois anos, o responsável, que inicia agora um novo mandato, garantiu que «por incrível que pareça, a IF, ao adaptar-se, conseguiu resistir à crise, apostando nas pessoas e na área científica».
O estudo já referido, levado a cabo pela AMPIF sobre a realidade das estuturas Medical Affairs em Portugal, apresentado na 10.ª Reunião Bienal da Associação em novembro de 2015, «concluiu de uma forma inequívoca a enorme capacidade de resiliência de todos os que na IF trabalham» e que «os recursos humanos nos departamentos médicos aumentaram através da oportunidade de acolher no seu seio colegas de outras áreas da saúde que não exclusivamente médicos», salientou o também diretor médico e diretor-adjunto de Investigação e Desenvolvimento de BIAL.

Por outro lado, a investigação desenvolvida constatou igualmente «o contínuo e continuado esforço das empresas em Portugal no investir em projetos científicos, nelas aportando recursos humanos e financeiros».
O presidente reconduzido lembrou ainda o desafio lançado no início de 2014 de «reganhar a AMPIF», considerando que o mesmo «foi ganho», através das «várias visitas aos associados, nos seus locais de trabalho, para melhor vivenciar as suas realidades diárias, os anseios, as dificuldades e os desejos».
«Podemos afirmar conhecermos hoje melhor os que dão corpo e alma aos projetos no interior das estruturas médicas. Aqueles, médicos, farmacêuticos, enfermeiros, biólogos, químicos, entre outros, que procuram, perante as excecionalidades crescentes, trabalhar sempre mais e melhor», afirmou Acílio Gala, acrescentando que a Associação soube, nestes dois anos, «ser uma presença ativa, uma voz conselheira e um elo de ligação entre parceiros», para além de ter «levado a bom porto» o seu programa.
Até ao final de 2017 Acílio Gala espera «continuar a servir todos os associados, chamando todos à participação e a dar um pouco de si à causa».
O responsável terminou o seu discurso citando o Padre António Vieira.
«Nós somos o que fazemos. O que não se faz não existe.
Portanto, só existimos nos dias em que fazemos.
Nos dias em que não fazemos, apenas duramos», afirmou, garantindo que «a AMPIF quer fazer».
Na cerimónia marcaram presença, para além dos corpos sociais da Associação, o bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, e o bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, Maurício Barbosa.
«Se antes havia a perceção de que a maioria dos colegas que trabalham nas estruturas dos Assuntos Médicos eram não médicos, o estudo que fizemos confirma e reforça essa realidade. E a Associação não pode ficar indiferente aos dados», afirmou ao «Tempo Medicina» Acílio Gala
«Podemos afirmar conhecermos hoje melhor os que dão corpo e alma aos projetos no interior das estruturas médicas. Aqueles, médicos, farmacêuticos, enfermeiros, biólogos, químicos, entre outros, que procuram, perante as excecionalidades crescentes, trabalhar sempre mais e melhor», afirmou Acílio Gala
«Os recursos humanos nos departamentos médicos aumentaram através da oportunidade de acolher no seu seio colegas de outras áreas da saúde que não exclusivamente médicos», salientou Acílio Gala
Caixa
Três pilares estratégicos para os próximos dois anos
Para estes dois anos (2016-2017) a equipa da AMPIF mantém a sua estratégia de ação assente em três pilares, apresentados num plano de atividades que se apoia «na continuidade», plasmados nos seguintes objetivos:
- Reforço e consolidação da estrutura interna da AMPIF
«Continuar a apostar em visitas regulares a todos os departamentos médicos»; «Criar um gabinete de apoio aos colegas que trabalham na Medicina Farmacêutica para as áreas da Investigação Clínica, Ética e Deontologia e Competências»; «Reformular e dinamizar o site da AMPIF»; «Rever os estatutos e regulamento eleitoral, abrindo a possibilidade de inclusão de associados que não exclusivamente médicos e legalização do respetivo acrónimo».
- Reforço e consolidação das relações internas em contexto nacional
«Continuar a estabelecer parcerias estratégicas com instituições relevantes no panorama nacional para a Medicina Farmacêutica»; «Colaborar de forma ativa com a competência de Medicina Farmacêutica da Ordem dos Médicos»; «Concluir o processo de revisão do Protocolo entre a Apifarma e a Ordem dos Médicos revisto pela AMPIF que rege as relações entre a IF e médicos»; «Levar a cabo reuniões temáticas, sendo convidado um painel de peritos nacionais para o debate e reflexão»; «Propor a criação de uma unidade curricular em Medicina Farmacêutica para formação pré-graduada».
- Reforço e consolidação das relações externas em contexto internacional
«Manter a parceira com a FAPP, nas áreas de relações internacional e da ética»; «Aprofundar a possibilidade da AMPIF poder envolver-se na implementação do Professional Certificate Program Medical Affairs and Clinical Development».
Caixa
Quem é quem
Os nomes e funções dos membros da AMPIF para o próximo biénio 2016-2017 são os seguintes:
Direção: Presidente – Acílio Gala (BIAL); vice-presidente – Ana Rita Lima (Astra Zeneca); secretário-geral – Miguel Pais de Ramos (AbbVie); tesoureiro: João Paulo Guimarães (Angelini); vogal - Paula Martins de Jesus (Novartis Farma)
Assembleia Geral: Presidente – Luís Laranjeira (Lilly Portugal); vogal – Susana Marques (Pfizer); vogal – Andreia Leitão (Bristol-Myers Squibb); vogal – Mafalda Nogueira (MSD).

Conselho Fiscal: Presidente - Carlos Diogo (Meda); vogal - Conceição Soares de Sousa (Roche Farmacêutica e Química); vogal – Carla Pereira (Sanofi Portugal).
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7 de Janeiro de 2016
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AMPIF abre possibilidade de incluir associados não médicos