Há casais que pedem para levar a placenta para casa

por Teresa Mendes | foto de "DR" | 22.01.2016

CNECV diz que «não existem objeções éticas»
São já alguns os casais que pedem para, na sequência de um parto, levar a placenta para casa.
A situação terá já «gerado controvérsia» no seio de uma equipa médica e administração hospitalar, facto que levou a um pedido de esclarecimento ao Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV) por parte de um profissional de saúde que se deparou algumas vezes com a situação no exercício das suas funções num bloco de partos.

Num parecer publicado no seu site, o CNECV entende que «não existem objeções éticas» a que a placenta possa ser disponibilizada aos progenitores. Contudo, o Conselho Nacional considera que deve ser «reconhecido um regime específico que, salvaguardando os imperativos de saúde pública, tenha em conta os valores culturais dos progenitores, regulando as condições da sua eventual disponibilização aos mesmos».

É igualmente dito que é «útil» a publicação de «legislação própria» e que «não existem objeções éticas à lei que determina a incineração da placenta, em atenção aos interesses gerais de saúde pública».

O documento alerta ainda para o facto de a legislação ser «omissa» relativamente ao destino das placentas quando os partos são realizados no domicílio.

Num parecer publicado no seu site, o CNECV entende que «não existem objeções éticas» a que a placenta possa ser disponibilizada aos progenitores 

O parecer pode ser consultado aqui

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22 de Janeiro de 2016
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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