Mais de metade dos internados nos hospitais públicos são doentes paliativos

foto de "DR" | 27.01.2016

Dados do Observatório Português dos Cuidados Paliativos
Mais de metade dos internamentos nos hospitais públicos (51%) são de doentes paliativos e, destes, apenas 7% estão referenciados para as unidades de cuidados paliativos.

Estes são dados que fazem parte de um estudo que será hoje divulgado, durante o lançamento oficial do Observatório Português dos Cuidados Paliativos, avança o Jornal de Notícias.

Segundo Manuel Luís Capelas, que integra a coordenação do Observatório, a falta de referenciação destes doentes deve-se à decisão dos médicos, que, ouvidos para o estudo, apontam cinco razões principais para não o fazer.

«”Dizem que ainda estão a fazer tratamento dirigido à doença”, “ainda acham que têm capacidade de curar o doente”, “que o doente ainda não tem os sintomas adequados”, “não consideram que os cuidados paliativos sejam uma mais-valia” e “o doente ainda não está a morrer”», explicou ao JN o docente da Universidade Católica de Lisboa.

Mesmo nos casos em que «os doentes têm um prognóstico de vida inferior a 15 dias, que representa 16% do total», prosseguiu, os médicos continuam a não encaminharas situações para os cuidados paliativos.

O motivo prende-se, essencialmente, «com a falta de formação dos clínicos» sobre este tipo de cuidados a doentes terminais.
Para este trabalho foram analisados1273 casos de doentes e ouvidos 182 médicos. 

Mais de metade dos internamentos nos hospitais públicos (51%) são de doentes paliativos e, destes, apenas 7% estão referenciados para as unidades de cuidados paliativos

O site do Observatório Português dos Cuidados Paliativos, que está inserido no Instituto de Ciências da Saúde, em Lisboa, pode ser consultado aqui

16tm04h 
27 de Janeiro de 2016
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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