CNECV alerta para «problemas éticos complexos» na manipulação genética de embriões

por Teresa Mendes | foto de "DR" | 03.02.2016

Parecer publicado no seu site
O Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV) considera que a autorização dada pela Comissão de Licenciamento da Autoridade de Fertilização Humana e de Embriologia, do Reino Unido, para a manipulação e modificação genética de embriões «suscita problemas éticos muito complexos».

Numa tomada de posição, o CNECV alerta para o facto de a investigação «implicar a destruição dos referidos embriões humanos, bem como riscos imprevisíveis e potencialmente irreversíveis que a modificação do genoma, se conseguida, poderá ter no pool genético da espécie humana». 

O Conselho Nacional evidencia igualmente que «na ausência de consenso científico sobre as suas consequências, os usos potenciais destas novas tecnologias devem ser abordados com extrema prudência recorrendo a um princípio de precaução que acautele o seu impacto sobre as gerações presentes e futuras».
 
Esta é uma reação que vem na sequência da aprovação de um pedido de uma investigadora do Instituto Francis Crick, com sede em Londres, para a renovação da sua licença de investigação e a inclusão da possibilidade de manipulação ou «edição» de genes em embriões humanos, com recurso ao método Crispr-Cas9, uma técnica que permite modificar com elevada precisão as moléculas de ADN em células vivas. 

O CNECV alerta para o facto de a investigação «implicar a destruição dos referidos embriões humanos, bem como riscos imprevisíveis e potencialmente irreversíveis que a modificação do genoma, se conseguida, poderá ter no pool genético da espécie humana» 

O parecer está disponível para consulta na íntegra aqui

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3 de Fevereiro de 2016
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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