«Nomeação de Pita Barros para a reforma da ADSE tresanda a incompatibilidade», afirma João Semedo
por Teresa Mendes | foto de Arquivo "TM" | 07.03.2016
Economista diz que haverá consulta pública do relatório
O deputado do Bloco de Esquerda, João Semedo, considera que a nomeação do economista Pedro Pita Barros para coordenar o grupo de trabalho para a reforma da ADSE é «uma decisão muitíssimo criticável», informando ainda que o académico foi também escolhido na mesma semana para «liderar o futuro centro de informação e formação na área da Saúde, vocacionado para a preparação de novos médicos, uma parceria entre a Universidade Nova e o grupo Mello, que vai funcionar no novo hospital daquele grupo privado, o Hospital CUF Tejo».
«Se a parceria público-privada é ela própria discutível, a nomeação de Pita Barros para a reforma da ADSE tresanda a incompatibilidade e a conflito de interesses», afirma João Semedo no seu facebook, considerando que «a escolha de alguém tão envolvido com um dos maiores grupos privados da saúde é muito pouco recomendável, por muito reconhecidos que sejam os seus méritos profissionais».
Entretanto, Pedro Pita Barros já respondeu ao deputado dizendo no seu blogue que «haverá clareza nos trabalhos da comissão da ADSE, com consulta pública do relatório que vier a ser produzido, e sua (eventual) revisão face a essa consulta pública».
«Espero que a presteza de atenção de João Semedo a criticar lhe permita também fazer uma análise técnica do que vier a constar desse documento. De outro modo, ficará apenas a tristeza da crítica pela crítica», afirma o economista.
Relativamente ao centro de informação Pita Barros diz «ser verdade» que o reitor da Universidade Nova de Lisboa o nomeou para pertencer ao conselho diretivo do consórcio TANK – Tagus Academic Network for Knowledge, criado em conjunto com a José de Mello Saúde. No entanto, afirma, que esta «não é uma parceria público-privada, mas sim uma parceria para potenciar o ensino e a investigação em diferentes áreas (Medicina, direito, gestão, engenharia, entre outros)».
Se a parceria público-privada é ela própria discutível, a nomeação de Pita Barros para a reforma da ADSE tresanda a incompatibilidade e a conflito de interesses», afirma João Semedo no seu facebook
O economista diz ainda que esta posição surge por inerência da sua situação de vice-reitor na Universidade Nova de Lisboa, que «não há qualquer função e gestão no Grupo José de Mello Saúde» e que, tal como a comissão da ADSE, «não é remunerada».
16tm10b
7 de Março de 2016
1610Pub2f16tm10b
Publicada originalmente em www.univadis.pt
«Se a parceria público-privada é ela própria discutível, a nomeação de Pita Barros para a reforma da ADSE tresanda a incompatibilidade e a conflito de interesses», afirma João Semedo no seu facebook, considerando que «a escolha de alguém tão envolvido com um dos maiores grupos privados da saúde é muito pouco recomendável, por muito reconhecidos que sejam os seus méritos profissionais».
Entretanto, Pedro Pita Barros já respondeu ao deputado dizendo no seu blogue que «haverá clareza nos trabalhos da comissão da ADSE, com consulta pública do relatório que vier a ser produzido, e sua (eventual) revisão face a essa consulta pública».
«Espero que a presteza de atenção de João Semedo a criticar lhe permita também fazer uma análise técnica do que vier a constar desse documento. De outro modo, ficará apenas a tristeza da crítica pela crítica», afirma o economista.
Relativamente ao centro de informação Pita Barros diz «ser verdade» que o reitor da Universidade Nova de Lisboa o nomeou para pertencer ao conselho diretivo do consórcio TANK – Tagus Academic Network for Knowledge, criado em conjunto com a José de Mello Saúde. No entanto, afirma, que esta «não é uma parceria público-privada, mas sim uma parceria para potenciar o ensino e a investigação em diferentes áreas (Medicina, direito, gestão, engenharia, entre outros)».
Se a parceria público-privada é ela própria discutível, a nomeação de Pita Barros para a reforma da ADSE tresanda a incompatibilidade e a conflito de interesses», afirma João Semedo no seu facebook
O economista diz ainda que esta posição surge por inerência da sua situação de vice-reitor na Universidade Nova de Lisboa, que «não há qualquer função e gestão no Grupo José de Mello Saúde» e que, tal como a comissão da ADSE, «não é remunerada».
16tm10b
7 de Março de 2016
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Publicada originalmente em www.univadis.pt
«Nomeação de Pita Barros para a reforma da ADSE tresanda a incompatibilidade», afirma João Semedo