ONDR alerta para insuficiência de pneumologistas e «assimetrias preocupantes»
por Teresa Mendes | 05.04.2016
Tumores malignos e pneumonia são as principais causas de mortalidade respiratória
O Observatório Nacional das Doenças Respiratórias (ONDR) alerta para a insuficiência de pneumologistas nos hospitais, bem como para as enormes assimetrias relativamente à sua distribuição.
«A percentagem de pneumologistas nos hospitais é inferior a 3%, o que é manifestamente pouco. Acrescente-se que 76,9% estão colocados nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto e na Região de Coimbra, demonstrando assimetrias preocupantes», pode ler-se no 11.º Relatório do ONDR, apresentado ontem em Lisboa.
Também no caso dos enfermeiros que exercem a especialidade de reabilitação nos hospitais, as «assimetrias de distribuição são muito acentuadas».
Segundo a análise feita, os Açores emergem como a região com piores indicadores, tanto em mortalidade por doenças respiratórias, como em mortalidade por cancro do pulmão, apenas sendo de salientar a baixa mortalidade por tuberculose.
O Alentejo é outra região com maus indicadores em mortalidade por doenças respiratórias, na sua globalidade.
Em relação à tuberculose saliente-se a elevada mortalidade por esta doença, verificada no Algarve e nas Regiões Metropolitanas de Lisboa e do Porto.
Na Região Centro de salientar a elevada mortalidade por doença respiratória, a segunda mais elevada do país.
Em termos globais, o relatório revela que morrem por dia 47 portugueses por doenças do foro respiratório e que, embora num período de 9 anos (2005 – 2013) se tenha verificado estabilidade na mortalidade global (-0,99%), «registou-se um aumento da mortalidade por doenças respiratórias (+11,8%), por tumores malignos respiratórios (+21,3%) e por pneumonias (+27,7%)».
Ressalta destes dados que os dois principais problemas em saúde respiratória são os tumores malignos e as pneumonias, «justificando estratégias de controlo específicas».
O Observatório Nacional das Doenças Respiratórias (ONDR) alerta para a insuficiência de pneumologistas nos hospitais, bem como para as enormes assimetrias relativamente à sua distribuição
O relatório está disponível na versão integral aqui
16tm14h
5 de Abril de 2016
1614Pub3f16tm14h
Publicada originalmente em www.univadis.pt
«A percentagem de pneumologistas nos hospitais é inferior a 3%, o que é manifestamente pouco. Acrescente-se que 76,9% estão colocados nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto e na Região de Coimbra, demonstrando assimetrias preocupantes», pode ler-se no 11.º Relatório do ONDR, apresentado ontem em Lisboa.
Também no caso dos enfermeiros que exercem a especialidade de reabilitação nos hospitais, as «assimetrias de distribuição são muito acentuadas».
Segundo a análise feita, os Açores emergem como a região com piores indicadores, tanto em mortalidade por doenças respiratórias, como em mortalidade por cancro do pulmão, apenas sendo de salientar a baixa mortalidade por tuberculose.
O Alentejo é outra região com maus indicadores em mortalidade por doenças respiratórias, na sua globalidade.
Em relação à tuberculose saliente-se a elevada mortalidade por esta doença, verificada no Algarve e nas Regiões Metropolitanas de Lisboa e do Porto.
Na Região Centro de salientar a elevada mortalidade por doença respiratória, a segunda mais elevada do país.
Em termos globais, o relatório revela que morrem por dia 47 portugueses por doenças do foro respiratório e que, embora num período de 9 anos (2005 – 2013) se tenha verificado estabilidade na mortalidade global (-0,99%), «registou-se um aumento da mortalidade por doenças respiratórias (+11,8%), por tumores malignos respiratórios (+21,3%) e por pneumonias (+27,7%)».
Ressalta destes dados que os dois principais problemas em saúde respiratória são os tumores malignos e as pneumonias, «justificando estratégias de controlo específicas».
O Observatório Nacional das Doenças Respiratórias (ONDR) alerta para a insuficiência de pneumologistas nos hospitais, bem como para as enormes assimetrias relativamente à sua distribuição
O relatório está disponível na versão integral aqui
16tm14h
5 de Abril de 2016
1614Pub3f16tm14h
Publicada originalmente em www.univadis.pt
ONDR alerta para insuficiência de pneumologistas e «assimetrias preocupantes»