Quase 100% dos médicos membros do SIM estão dispostos a deixar de fazer horas extras
por Teresa Mendes | 26.04.2016
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Quase 100% dos médicos membros do SIM estão dispostos a deixar de fazer horas extras
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Referendo sindical sobre o pagamento do trabalho extraordinário
Um referendo realizado aos sócios do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) sobre a manutenção do corte de 50% na remuneração do trabalho extraordinário demonstrou o «enorme descontentamento dos médicos», estando 97% dos inquiridos dispostos a atuar tendo em vista a reposição do pagamento.
De acordo com os resultados do referendo, que decorreu de 15 a 22 de abril, através de uma plataforma online, e que obteve uma taxa de resposta de 42,7%, «entre 99% e 100% dos inquiridos consideram injusta a remuneração bruta por hora do trabalho extraordinário diurno em dias úteis, para além da remuneração do trabalho normal, de 1,98 euros, 2,32 euros e 2,91 euros de um médico especialista assistente, de um assistente graduado e de um assistente graduado sénior, respetivamente».
A insatisfação situa-se «entre os 97% e 99% para o acréscimo remuneratório do trabalho extraordinário diurno aos domingos, feriados e dias de descanso semanal».
«Quase 90% são contra a obrigatoriedade da prestação de trabalho extraordinário, mais de 90% são contra a manutenção da ausência de limite de horas de trabalho extraordinário e mais de 75% deixariam de prestar trabalho extraordinário se pudessem», informa ainda o SIM num comunicado assinado pelo seu Secretariado Nacional.
Por fim, o sindicato destaca o facto de «97% dos inquiridos não considerarem justo que após as promessas eleitorais de reposição do pagamento do trabalho extraordinário agora nada aconteça», estando dispostos, caso o Governo se recuse a repor o pagamento do trabalho extraordinário, «a recusar a prestação de qualquer trabalho extraordinário, recusar a prestação de trabalho extraordinário após atingir o limite de 200 horas anuais ou suspender a inclusão nas escalas no caso de terem mais de 50 e 55 anos».
Com os dados agora obtidos, o SIM afirma que «tomará as medidas adequadas e necessárias na reunião do seu Conselho Nacional de 20 de maio», anunciando igualmente que «mantém a disponibilidade e flexibilidade para negociar uma reposição eventualmente faseada, não exigindo retroativos a 2015 e não exigindo neste momento a discussão da tabela salarial prevista no acordo assinado em 2012».
Um referendo realizado aos sócios do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) sobre a manutenção do corte de 50% na remuneração do trabalho extraordinário demonstrou o «enorme descontentamento dos médicos» Referendo do SIM sobre o pagamento do trabalho extraordinário
O comunicado pode ser consultado na íntegra aqui
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26 de Abril de 2016
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Publicada originalmente em www.univadis.pt
De acordo com os resultados do referendo, que decorreu de 15 a 22 de abril, através de uma plataforma online, e que obteve uma taxa de resposta de 42,7%, «entre 99% e 100% dos inquiridos consideram injusta a remuneração bruta por hora do trabalho extraordinário diurno em dias úteis, para além da remuneração do trabalho normal, de 1,98 euros, 2,32 euros e 2,91 euros de um médico especialista assistente, de um assistente graduado e de um assistente graduado sénior, respetivamente».
A insatisfação situa-se «entre os 97% e 99% para o acréscimo remuneratório do trabalho extraordinário diurno aos domingos, feriados e dias de descanso semanal».
«Quase 90% são contra a obrigatoriedade da prestação de trabalho extraordinário, mais de 90% são contra a manutenção da ausência de limite de horas de trabalho extraordinário e mais de 75% deixariam de prestar trabalho extraordinário se pudessem», informa ainda o SIM num comunicado assinado pelo seu Secretariado Nacional.
Por fim, o sindicato destaca o facto de «97% dos inquiridos não considerarem justo que após as promessas eleitorais de reposição do pagamento do trabalho extraordinário agora nada aconteça», estando dispostos, caso o Governo se recuse a repor o pagamento do trabalho extraordinário, «a recusar a prestação de qualquer trabalho extraordinário, recusar a prestação de trabalho extraordinário após atingir o limite de 200 horas anuais ou suspender a inclusão nas escalas no caso de terem mais de 50 e 55 anos».
Com os dados agora obtidos, o SIM afirma que «tomará as medidas adequadas e necessárias na reunião do seu Conselho Nacional de 20 de maio», anunciando igualmente que «mantém a disponibilidade e flexibilidade para negociar uma reposição eventualmente faseada, não exigindo retroativos a 2015 e não exigindo neste momento a discussão da tabela salarial prevista no acordo assinado em 2012».
Um referendo realizado aos sócios do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) sobre a manutenção do corte de 50% na remuneração do trabalho extraordinário demonstrou o «enorme descontentamento dos médicos» Referendo do SIM sobre o pagamento do trabalho extraordinário
O comunicado pode ser consultado na íntegra aqui
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26 de Abril de 2016
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Publicada originalmente em www.univadis.pt
José Manuel Antunes
1682 dias atrás
Quem pode estranhar que um dos sindicatos médicos (ou os dois...) se batam por esta alteração à legislação em vigor?
De facto, esta «invenção» (que foi/vai fazendo estragos nos serviços, nas equipas, causando défices vários na assistência aos doentes)) dos tempos do «Memorando» e do anterior ministério não «anda para trás porquê? Apenas porque não faz parte das «promessas eleitorais dos partidos da actual maioria parlamentar.
Agora, estarão os médicos portugueses mobilizáveis para se baterem por estes «mínimos»? Sou céptico. Vejo os colegas muito mais «desistentes» do que «lutadores». Vamos ver se me surpreendo...
José Antunes