Vacina contra a malária pode começar a ser testada em humanos em 2017
27.04.2016
Resultados laboratoriais do IMM apontam para uma proteção na ordem dos 90%
A vacina para a malária, que está a ser desenvolvida no Instituto de Medicina Molecular (IMM), em Lisboa, poderá começar a ser testada em humanos já no início de 2017. O projeto, a decorrer desde 2010 e apoiado pela Fundação Bill e Melinda Gates, está também a receber apoio da Malacia Vaccine Initiative, entidade que a nível mundial coordena o desenvolvimento de vacinas contra a doença.
«O trabalho laboratorial está feito. Estamos a fazer ensaios de segurança, para garantir que podemos avançar para seres humanos. Pensamos que vamos conseguir as autorizações para os ensaios no final do ano», afirmou Miguel Prudêncio, que lidera a investigação, à agência Lusa na passada segunda-feira, Dia Mundial da Malária.
Embora cauteloso e sem se querer comprometer com uma taxa de sucesso, o investigador adiantou que os resultados laboratoriais apontam para uma proteção na ordem dos 90%.
«Se isto se vai verificar onde realmente interessa, que é nos seres humanos, ainda não podemos garantir», sublinhou.
A vacina consiste na modificação genética de parasitas que provocam malária em roedores, mas não em humanos, de forma a desencadear uma resposta do sistema imunitário humano.
Recorde-se que embora haja laboratórios em todo o mundo a desenvolver esforços no sentido de se desenvolver uma vacina, a complexidade do parasita tem sido um entrave.
A vacina para a malária, que está a ser desenvolvida no Instituto de Medicina Molecular, em Lisboa, poderá começar a ser testada em humanos já no início de 2017
«Não existe nenhuma vacina contra nenhuma doença parasitária e existem várias vacinas para doenças virais e bacterianas. O parasita é um organismo muito mais complexo, que tem muito mais mecanismos de iludir o sistema imunitário do hospedeiro», explicou o cientista.
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27 de Abril de 2016
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Publicada originalmente em www.univadis.pt
«O trabalho laboratorial está feito. Estamos a fazer ensaios de segurança, para garantir que podemos avançar para seres humanos. Pensamos que vamos conseguir as autorizações para os ensaios no final do ano», afirmou Miguel Prudêncio, que lidera a investigação, à agência Lusa na passada segunda-feira, Dia Mundial da Malária.
Embora cauteloso e sem se querer comprometer com uma taxa de sucesso, o investigador adiantou que os resultados laboratoriais apontam para uma proteção na ordem dos 90%.
«Se isto se vai verificar onde realmente interessa, que é nos seres humanos, ainda não podemos garantir», sublinhou.
A vacina consiste na modificação genética de parasitas que provocam malária em roedores, mas não em humanos, de forma a desencadear uma resposta do sistema imunitário humano.
Recorde-se que embora haja laboratórios em todo o mundo a desenvolver esforços no sentido de se desenvolver uma vacina, a complexidade do parasita tem sido um entrave.
A vacina para a malária, que está a ser desenvolvida no Instituto de Medicina Molecular, em Lisboa, poderá começar a ser testada em humanos já no início de 2017
«Não existe nenhuma vacina contra nenhuma doença parasitária e existem várias vacinas para doenças virais e bacterianas. O parasita é um organismo muito mais complexo, que tem muito mais mecanismos de iludir o sistema imunitário do hospedeiro», explicou o cientista.
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27 de Abril de 2016
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Publicada originalmente em www.univadis.pt
Vacina contra a malária pode começar a ser testada em humanos em 2017