Mortalidade por IC permanece «inaceitavelmente elevada»

foto de "DR" | 28.04.2016

«Maio, Mês do Coração»
Este ano, a Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC) dedica «Maio, Mês do Coração» à sensibilização para a insuficiência cardíaca (IC), uma patologia que afeta 26 milhões de pessoas em todo o mundo e cerca de 400 mil pessoas em Portugal. 

A campanha com o mote «Cuide da sua máquina», apresentada hoje no Palácio Foz, em Lisboa, pretende chamar a atenção da população portuguesa para sintomas que habitualmente não são associados a problemas do coração e que são os primeiros sinais de alerta para a IC, tais como dificuldade em respirar (dispneia), membros inferiores inchados devido à acumulação de líquidos, fadiga intensa, tosse ou pieira, náuseas e aumento de peso. 

«É urgente aumentar o reconhecimento e conhecimento público dos sintomas da IC. Apesar da melhoria de cuidados verificada nos últimos 20 anos, a mortalidade por IC permanece inaceitavelmente elevada, registando duas a três vezes mais mortes do que alguns tipos de cancro em estadios avançados, como o cancro da mama e o cancro do cólon.

Por esse motivo, a FPC dedica este ano ‘Maio, mês do Coração’ a fazer um alerta à população para conhecer a doença e não desvalorizar os primeiros sintomas», explica Nuno Lousada, cardiologista e administrador da FPC, num comunicado à Imprensa.

Cinco anos é o tempo médio de vida para 50% dos doentes com IC após o seu diagnóstico. Na maioria dos casos, ocorre porque o músculo cardíaco responsável pela ação de bombear o sangue enfraquece ao longo do tempo ou torna-se demasiado rígido. 

Esta doença ocorre muitas vezes devido a lesão do músculo cardíaco, o que pode acontecer após um ataque cardíaco ou outra doença que afete o coração, ou devido a uma lesão continuada e mais gradual, como acontece na diabetes, hipertensão, doença arterial coronária, colesterol elevado, consumo excessivo de álcool ou abuso de drogas. 

A campanha do «Mês de Maio – Mês do Coração» decorre este ano em parceria com a Direção-Geral da Saúde e a Associação Portuguesa de Seguradores. 

«É urgente aumentar o reconhecimento e conhecimento público dos sintomas da IC. Apesar da melhoria de cuidados verificada nos últimos 20 anos, a mortalidade por IC permanece inaceitavelmente elevada, registando duas a três vezes mais mortes do que alguns tipos de cancro em estadios avançados», alerta Nuno Lousada 

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27 de Abril de 2016
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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