Mais de 17% das pessoas infetadas com VIH não estão a receber tratamento

por Teresa Mendes | foto de "DR" | 14.06.2016

Relatório de Primavera 2016
Em Portugal, mais de 17% das pessoas infetadas com VIH não estão a ser tratadas com terapêutica antirretroviral.

Esta é um das conclusões do Relatório de Primavera, realizado pelo Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS),  apresentado hoje na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

No sexto capítulo deste relatório intitulado «Saúde: Procuram-se novos caminhos», sobre o acesso ao medicamento, dedicado ao tratamento de VIH/sida, os investigadores concluem que a proporção de infetados sem tratamento antirretroviral em Portugal é muito elevada (17,2%, o correspondente a 4575 pessoas), superior à que se encontra noutros países europeus.

Além disso, em 2014, dos 30 956 casos de pessoas infetadas por VIH que estavam em seguimento no SNS, não havia dados disponíveis sobre a terapêutica antirretroviral combinada e avaliação virológica em relação a 4 376.

Sem informação disponível sobre a proporção de pessoas infetadas pelo VIH elegíveis para terapêutica antirretroviral e que não a recebem, não foi possível perceber por que razão é que há tantas pessoas sem tratamento.

Esta informação foi solicitada à Direção-Geral da Saúde, mas sem sucesso. 

Como tal, os peritos especulam que isto acontece por abandono da terapêutica devido aos efeitos secundários dos medicamentos, ou a patologias como o alcoolismo e a toxicodependência, ou porque os doentes morreram ou emigraram, concluindo que «apenas podemos constatar que ainda há um caminho a percorrer ao nível da vigilância epidemiológica da infeção por VIH/sida em Portugal».

Em Portugal, mais de 17% das pessoas infetadas com VIH não estão a ser tratadas com terapêutica antirretroviral. Esta é um das conclusões do Relatório de Primavera, realizado pelo Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS),  apresentado hoje na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa 

No entanto, os autores salientam que nos últimos cinco anos se observou um aumento constante da dispensa de medicamentos antirretrovirais, representando mais de um quinto da despesa global com medicamentos em 2015.

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14 de Junho de 2016
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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