Celecoxib e AINE, mesmo risco cardiovascular

17.10.2016

Estudo SCOT
No estudo SCOT, conduzido nos cuidados primários de três países europeus (Reino Unido, Dinamarca e Holanda), em doentes com osteoartrose e artrite reumatóide e sem doença cardiovascular conhecida, a substituição de AINE (diclofenac ou ibuprofeno) por celecoxib não trouxe qualquer benefício aos doentes.
Os eventos cardiovasculares foram raros e semelhantes entre os dois grupos.

«O nosso estudo sugere que, para doentes sem história de doença cardiovascular, é provavelmente seguro prescrever muitos dos AINE disponíveis», disse a investigadora Isla Mackenzie (Universidade de Dundee, Escócia, Reino Unido), ao heartwire. «A decisão de utilizar estes fármacos dependerá sempre da relação risco-benefício em termos de controlo dos sintomas e possíveis riscos de eventos adversos».

No ensaio clínico (n = 7297), cujos resultados foram publicados online no passado dia 4 pelo European Heart Journal, 249 doentes sofreram 278 eventos cardiovasculares (hospitalização por enfarte do miocárdio não-fatal ou outra síndrome coronária aguda, AVC não-fatal ou morte cardiovascular) – 1,4 por 100 doentes-anos tratados com celecoxib e 1,10 por 100 doentes-anos tratados com AINE (análise por intenção de tratar). Mais de metade dos doentes do grupo celecoxib abandonou o tratamento contra 30,2% do grupo AINE.

«O nosso estudo sugere que, para doentes sem história de doença cardiovascular, é provavelmente seguro prescrever muitos dos AINE disponíveis», disse a investigadora Isla Mackenzie 

No grupo celecoxib, 23,3% referiram falta de eficácia e 17,3% eventos adversos vs 0,7% e 14,1%, respetivamente. Ocorreram mais eventos adversos não-graves no grupo celecoxib (22% vs 16,1% com AINE).
Na análise por protocolo, morreram 35 doentes do grupo celecoxib e 41 do grupo AINE.

Por intenção de tratar, estes números foram de 99 e 111, respetivamente.

«A estratégia de reduzir a prescrição de AINE levou a que muitos doentes passassem a tomar opiáceos.
Nos EUA, isto criou muitos problemas. Os AINE parecem seguros, pelo menos nos doentes sem doença cardiovascular», disse o investigador principal do estudo, Thomas MacDonald (Universidade de Dundee), ao heartwire.

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17 de Outubro de 2016
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