Aprofundar a mudança 

por Jaime Teixeira Mendes | 25.10.2016

(Re)Candidatura à Secção Regional do Sul da Ordem dos Médicos

 
Opinião de Jaime Teixeira Mendes

A lista vencedora dos órgãos regionais do Sul da Ordem dos Médicos, nas mais recentes eleições, apresenta-se, agora renovada, para as eleições do triénio de 2017-2019, a realizer em Janeiro próximo, com a consciência de ter cumprido o seu programa de acção.

Encabeço novamente a lista para o Conselho Regional do Sul, contando com João Álvaro Correia da Cunha (cardiologia) como candidato a  Presidente da Mesa da Assembleia Regional. O mandatário é o Professor Luís Sobrinho (endocrinologia).
Para o Conselho Fiscal Regional, a lista apresenta Delgado Martins (ortopedia); já o Conselho Superior conta com Paolo Maria Casella (cirurgia pediátrica) e no Conselho Disciplinar Regional avança mais uma vez Schäller Dias (radiologia).

Para o mandato que se inicia em Janeiro, a lista por mim liderada, apresenta um plano de consolidação e aprofundamento da mudança iniciada, conscientes de que em três anos não é possível fazer tudo ou modificar a estrutura de uma secção que tem consigo onze distritais. 

Os três anos de mandato confirmaram um controlo orçamental mais rigoroso que resulta agora em «superavit».

O Conselho Regional do Sul manifestou sempre fortes posições públicas relativas à redignificação do trabalho médico e da oferta de saúde à população. Simultaneamente, iniciou um trabalho permanente de auditoria aos serviços. 

Um dos grandes temas continuará a ser a denúncia da destruição das carreiras médicas, que põe em causa a continuidade da qualidade do Serviço Nacional de Saúde.

Da primeira reunião com os seus apoiantes, resultaram os seguintes objectivos, que pretendem ver defendidos:


1.    Defesa intransigente do Serviço Nacional de Saúde e das Carreiras Médicas com a implementação da carreira de investigação científica;

2.    Garantir a qualidade da Medicina e da formação médica, praticada no nosso país, promovendo auditorias da qualidade nos estabelecimentos de saúde públicos, privados e sociais;

3.    Dignificar os Colégios de especialidade, principal razão de ser da Ordem dos Médicos;

4.    Defender os jovens médicos, contra os interesses instalados; 

5.    Repudiar a condição de médico indiferenciado;

6.    Defender a Medicina liberal;

7.    Incrementar as relações internacionais e as parcerias transnacionais;

8.    Apoiar os jovens investigadores criando incentivos apropriados para o seu trabalho;

9.    Colaborar com outras associações médicas, sindicatos, ordens profissionais, associações de estudantes e associações de utentes;

10.    Melhorar a comunicação interna (rede em fibra com todas as sub-regiões ) e externa (Medi.com, newsletter e página de Facebook)

Futuro

Em termos de acções, o programa agora anunciado confirma o aprofundamento das mudanças entretanto operadas, preparando uma Ordem dos Médicos mais democrática, mais transparente, mais rigorosa.

As prioridades são agora:

1.    Melhorar a mudança democrática, prosseguindo o processo de descentralização, com autonomia política e orçamental das direcções das sub-regiões e continuação de uma gestão transparente;

2.    Implementar o voto electrónico, já nas eleições de 2017 para os Colégios;

3.    Continuar os eventos culturais e sociais (mais de 200 realizados no anterior mandato);

4.    Completar o processo de informatização dos serviços já iniciada;

5.     Implementar um regulamento de contratação, carreiras e retribuições dos funcionários da OM para uma uniformização dos serviços, passo essencial para a constituição de uma Ordem una;

6.    Separar fisicamente as instalações do Conselho Regional do Sul, do Bastonário e do Conselho Nacional, através da construção de um novo edifício que vai contribuir para a valorização do património da OM e vai permitir que as duas maiores sub-regiões, Lisboa-Cidade e Grande Lisboa, possam funcionar;

7.    Criar condições para a construção da Casa do Médico de Lisboa;

8.    Dar continuidade ao estudo iniciado com a CGD para a criação de um complemento de reforma para os médicos.
A defesa dos valores éticos e deontológicos da profissão médica e o direito constitucional à saúde são, entre outras razões, a força impulsionadora da minha candidatura. 

Os três anos de mandato confirmaram um controlo orçamental mais rigoroso que resulta agora em «superavit» 

O Conselho Regional do Sul manifestou sempre fortes posições públicas relativas à redignificação do trabalho médico e da oferta de saúde à população 

O programa agora anunciado confirma o aprofundamento das mudanças entretanto operadas, preparando uma Ordem dos Médicos mais democrática, mais transparente, mais rigorosa 

A equipa a que vou ter a honra de presidir conta com a honestidade, integridade e competência profissional dos seus membros 

A equipa a que vou ter a honra de presidir conta com a honestidade, integridade e competência profissional dos seus membros. 

Estaremos de novo presentes para servir a Ordem, os médicos, a Medicina e a saúde das populações.

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*Presidente do Conselho Regional do Sul da OM
*Médico especialista em Cirurgia Pediátrica
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16JMA43z
25 de Outubro de 2016
1643Pub3f16JMA43z
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NR: Destaques e entretítulo da responsabilidade da Redacção





 

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