AINE e risco de hospitalização por insuficiência cardíaca
02.11.2016
O efeito é dose-dependente
O risco de hospitalização por insuficiência cardíaca (IC) associado à utilização de AINE varia entre cada um destes, e o efeito é dose-dependente, sugere um estudo de Andrea et al., publicado no British Medical Journal [BMJ. 2016;354(i4857)].
O estudo, de caso-controlo híbrido, utilizou bases de dados de cinco populações de quatro países europeus (Holanda, Itália, Alemanha e Reino Unido), e recrutou indivíduos adultos (18 ou mais anos) que iniciaram tratamento com AINE entre 2000 e 2010. No total, verificaram-se 92 163 casos de hospitalização por IC, emparelhados com 8 246 403 controlos, de acordo com idade, sexo e ano de entrada na coorte.
Foi avaliada a associação entre o risco de hospitalização por IC e a utilização de 27 AINE, incluindo 23 AINE tradicionais e quatro inibidores seletivos da COX-2.
A utilização de qualquer AINE nos 14 dias precedentes associou-se a um aumento de 19% do risco de hospitalização por IC, em comparação com a utilização passada (superior a 183 dias).
O risco de hospitalização aumentou com sete AINE tradicionais (diclofenac, ibuprofeno, indometacina, cetorolac, naproxeno, nimesulida e piroxicam) e dois coxibes (etoricoxib e rofecoxib).
A probabilidade variou entre 1,16 para o naproxeno e 1,83 para o cetorolac. O risco de hospitalização por IC duplicou com diclofenac, etoricoxib, indometacina, piroxicam e rofecoxib utilizados em muito alta dose (2 vezes a dose diária, ou mais).
Foi avaliada a associação entre o risco de hospitalização por IC e a utilização de 27 AINE, incluindo 23 AINE tradicionais e quatro inibidores seletivos da COX-2
Mesmo doses médias de indometacina e etoricoxib estiveram associadas a risco aumentado.
Não houve evidência de que o celecoxibe aumente o risco de hospitalização por IC nas doses habitualmente utilizadas.
16JPO45B
02 de Novembro de 2016
1645Pub4f16JPO45B
O estudo, de caso-controlo híbrido, utilizou bases de dados de cinco populações de quatro países europeus (Holanda, Itália, Alemanha e Reino Unido), e recrutou indivíduos adultos (18 ou mais anos) que iniciaram tratamento com AINE entre 2000 e 2010. No total, verificaram-se 92 163 casos de hospitalização por IC, emparelhados com 8 246 403 controlos, de acordo com idade, sexo e ano de entrada na coorte.
Foi avaliada a associação entre o risco de hospitalização por IC e a utilização de 27 AINE, incluindo 23 AINE tradicionais e quatro inibidores seletivos da COX-2.
A utilização de qualquer AINE nos 14 dias precedentes associou-se a um aumento de 19% do risco de hospitalização por IC, em comparação com a utilização passada (superior a 183 dias).
O risco de hospitalização aumentou com sete AINE tradicionais (diclofenac, ibuprofeno, indometacina, cetorolac, naproxeno, nimesulida e piroxicam) e dois coxibes (etoricoxib e rofecoxib).
A probabilidade variou entre 1,16 para o naproxeno e 1,83 para o cetorolac. O risco de hospitalização por IC duplicou com diclofenac, etoricoxib, indometacina, piroxicam e rofecoxib utilizados em muito alta dose (2 vezes a dose diária, ou mais).
Foi avaliada a associação entre o risco de hospitalização por IC e a utilização de 27 AINE, incluindo 23 AINE tradicionais e quatro inibidores seletivos da COX-2
Mesmo doses médias de indometacina e etoricoxib estiveram associadas a risco aumentado.
Não houve evidência de que o celecoxibe aumente o risco de hospitalização por IC nas doses habitualmente utilizadas.
16JPO45B
02 de Novembro de 2016
1645Pub4f16JPO45B
AINE e risco de hospitalização por insuficiência cardíaca