Especialidade de Urgência e Emergência «é a única forma» de resolver os problemas nos SU
09.12.2016
CCEM defende equipas dedicas e adequadamente qualificadas
«É urgente que se criem as condições para a presença nos Serviços de Urgência (SU) de equipas não só dedicadas contratualmente, mas, sobretudo, adequadamente qualificadas, com formação e avaliações específicas, sobretudo com a possibilidade de progressão na Carreira Médica de forma a criar “escola” a longo prazo», alerta o Colégio da Competência em Emergência Médica (CCEM) da Ordem dos Médicos.
Num comunicado, o Colégio considera que «a Especialidade de Urgência e Emergência, adaptada à nossa realidade num exercício multidisciplinar com todas as especialidades existentes» é «a única forma de dotar os Serviços do SNS, de forma uniforme, sustentada e não sujeita a constrangimentos sazonais ou outros, de recursos humanos próprios e tecnicamente qualificados nesta área».
Este alerta é lançado a propósito da «já habitual discussão pública sobre as dificuldades sazonais na prestação de cuidados médicos nos Serviços de Urgência».
No comunicado, o coordenado do Colégio, Vítor Almeida, lamenta que estas discussões e alertas, com maior ou menor impacto na opinião pública, não se tenham traduzido em alterações significativas no funcionamento das urgências, «pelo que todos os problemas identificados até à data se mantêm praticamente inalterados ou até agravados nos últimos anos».
Entre os problemas sistematicamente identificados contam-se a afluência excessiva de utentes, o crónico sub-dimensionamento dos recursos humanos, a falta de qualificação, «o papel preocupante de empresas de contratação de médicos associado a custos exorbitantes, bem como questões sobre a qualidade do serviço».
A informação sublinha ainda que a associação europeia tem «apoiado formalmente este objetivo do CCEM», a que não será alheio o facto de a Especialidade em Medicina de Urgência e Emergência ser reconhecida como especialidade autónoma em 15 países da União Europeia e em 5 como Sub-Especialidade, enquanto em Portugal é uma área que ainda está por regulamentar, existindo apenas como «Competência».
O Colégio considera que «a Especialidade de Urgência e Emergência é a única forma de dotar os Serviços do SNS, de forma uniforme, sustentada e não sujeita a constrangimentos sazonais ou outros, de recursos humanos próprios e tecnicamente qualificados nesta área»
Não só na Europa, mas em todos os continentes multiplicam-se os países que desenvolvem esta área como especialidade própria, ao passo que Portugal se encontra «manifestamente na cauda dessa evolução», lê-se no comunicado que pode ser consultado aqui
16tm49p
09 de Dezembro de 2016
1649Pub6f16tm49P Publicada originalmente em www.univadis.pt
Num comunicado, o Colégio considera que «a Especialidade de Urgência e Emergência, adaptada à nossa realidade num exercício multidisciplinar com todas as especialidades existentes» é «a única forma de dotar os Serviços do SNS, de forma uniforme, sustentada e não sujeita a constrangimentos sazonais ou outros, de recursos humanos próprios e tecnicamente qualificados nesta área».
Este alerta é lançado a propósito da «já habitual discussão pública sobre as dificuldades sazonais na prestação de cuidados médicos nos Serviços de Urgência».
No comunicado, o coordenado do Colégio, Vítor Almeida, lamenta que estas discussões e alertas, com maior ou menor impacto na opinião pública, não se tenham traduzido em alterações significativas no funcionamento das urgências, «pelo que todos os problemas identificados até à data se mantêm praticamente inalterados ou até agravados nos últimos anos».
Entre os problemas sistematicamente identificados contam-se a afluência excessiva de utentes, o crónico sub-dimensionamento dos recursos humanos, a falta de qualificação, «o papel preocupante de empresas de contratação de médicos associado a custos exorbitantes, bem como questões sobre a qualidade do serviço».
A informação sublinha ainda que a associação europeia tem «apoiado formalmente este objetivo do CCEM», a que não será alheio o facto de a Especialidade em Medicina de Urgência e Emergência ser reconhecida como especialidade autónoma em 15 países da União Europeia e em 5 como Sub-Especialidade, enquanto em Portugal é uma área que ainda está por regulamentar, existindo apenas como «Competência».
O Colégio considera que «a Especialidade de Urgência e Emergência é a única forma de dotar os Serviços do SNS, de forma uniforme, sustentada e não sujeita a constrangimentos sazonais ou outros, de recursos humanos próprios e tecnicamente qualificados nesta área»
Não só na Europa, mas em todos os continentes multiplicam-se os países que desenvolvem esta área como especialidade própria, ao passo que Portugal se encontra «manifestamente na cauda dessa evolução», lê-se no comunicado que pode ser consultado aqui
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09 de Dezembro de 2016
1649Pub6f16tm49P Publicada originalmente em www.univadis.pt
Especialidade de Urgência e Emergência «é a única forma» de resolver os problemas nos SU