DGS defende que cumprimento da higiene das mãos deve estar incluída na avaliação do desempenho
por Teresa Mendes | foto de "DR" | 12.12.2016
Relatório da Direção-geral da Saúde
A Direção-Geral da Saúde (DGS) considera que a higiene das mãos deve ser um objetivo incluído na avaliação do desempenho dos profissionais de saúde.
Um relatório do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos (PPCIRA) defende que «a inclusão de objetivos individuais, relacionados com a higiene das mãos na avaliação de desempenho é muito relevante».
Segundo os autores do documento, a medida «deve ser promovida pelas estruturas hierárquicas internas, com colaboração dos Grupos de Coordenação Local do PPCIRA», esclarecendo que «não é suposto nem espectável que seja estabelecido um consumo padronizado para todos os profissionais de saúde, mas antes, que cada profissional, estabeleça um objetivo que envolva a higiene das mãos».
Exemplificando, a medida pode ser traduzida em «formação/informação, ler e discutir internamente as respetivas normas, fazer ensino aos doentes, familiares e visitantes, participar de modo ativo na monitorização da higiene das mãos, entre outros objetivos passíveis de serem traçados internamente».
Segundo o relatório, publicado no site da DGS, a adesão das unidades de saúde à monitorização da prática de higiene das mãos tem vindo a aumentar de forma gradual e consistente desde 2011, muito embora, em 2014-2015 tenha havido um aumento significativo de unidades de saúde aderentes, sobretudo dos Aces e das Unidades de Cuidados Continuados Integrados (UCCI). Passou-se assim, de uma adesão de 92 unidades de saúde (US) em 2009, para 230 US em 2014 e 305 US em 2015, correspondendo a aproximadamente «30,0% de todas as US do País, dos três níveis de cuidados de saúde».
Também a adesão dos profissionais de saúde à higiene das mãos, tem vindo a aumentar de forma lenta, mas consistente, desde 2011. «A taxa de adesão foi de 73,1% em 2015 (70,3% em 2014), correspondendo a um aumento global nacional de 2,8 pontos percentuais, tendo sido mais elevada nos hospitais privados, seguido dos hospitais públicos, dos Aces e das UCCI», salienta o documento.
Contudo, os autores lembram que «temos que nos focar na meta definida pela OMS (90%) e colocar a nossa meta Nacional, Regional e Local também a esse nível».
Um relatório do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos (PPCIRA) defende que «a inclusão de objetivos individuais, relacionados com a higiene das mãos na avaliação de desempenho é muito relevante»
O relatório está disponível aqui
16tm50C
12 de Dezembro de 2016
1650Pub2f16tm50C
Publicada originalmente em www.univadis.pt
Um relatório do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos (PPCIRA) defende que «a inclusão de objetivos individuais, relacionados com a higiene das mãos na avaliação de desempenho é muito relevante».
Segundo os autores do documento, a medida «deve ser promovida pelas estruturas hierárquicas internas, com colaboração dos Grupos de Coordenação Local do PPCIRA», esclarecendo que «não é suposto nem espectável que seja estabelecido um consumo padronizado para todos os profissionais de saúde, mas antes, que cada profissional, estabeleça um objetivo que envolva a higiene das mãos».
Exemplificando, a medida pode ser traduzida em «formação/informação, ler e discutir internamente as respetivas normas, fazer ensino aos doentes, familiares e visitantes, participar de modo ativo na monitorização da higiene das mãos, entre outros objetivos passíveis de serem traçados internamente».
Segundo o relatório, publicado no site da DGS, a adesão das unidades de saúde à monitorização da prática de higiene das mãos tem vindo a aumentar de forma gradual e consistente desde 2011, muito embora, em 2014-2015 tenha havido um aumento significativo de unidades de saúde aderentes, sobretudo dos Aces e das Unidades de Cuidados Continuados Integrados (UCCI). Passou-se assim, de uma adesão de 92 unidades de saúde (US) em 2009, para 230 US em 2014 e 305 US em 2015, correspondendo a aproximadamente «30,0% de todas as US do País, dos três níveis de cuidados de saúde».
Também a adesão dos profissionais de saúde à higiene das mãos, tem vindo a aumentar de forma lenta, mas consistente, desde 2011. «A taxa de adesão foi de 73,1% em 2015 (70,3% em 2014), correspondendo a um aumento global nacional de 2,8 pontos percentuais, tendo sido mais elevada nos hospitais privados, seguido dos hospitais públicos, dos Aces e das UCCI», salienta o documento.
Contudo, os autores lembram que «temos que nos focar na meta definida pela OMS (90%) e colocar a nossa meta Nacional, Regional e Local também a esse nível».
Um relatório do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos (PPCIRA) defende que «a inclusão de objetivos individuais, relacionados com a higiene das mãos na avaliação de desempenho é muito relevante»
O relatório está disponível aqui
16tm50C
12 de Dezembro de 2016
1650Pub2f16tm50C
Publicada originalmente em www.univadis.pt
DGS defende que cumprimento da higiene das mãos deve estar incluída na avaliação do desempenho