«SRCOM está na vanguarda da qualidade!» 

por Vitalino José Santos | foto de SRCOM -- Rui Ferreira | 13.12.2016

Primeiro organismo da OM certificado 
O patologista clínico Carlos Cortes considerou o dia 12 de Dezembro de 2016 como uma data importante para a Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM), a partir da qual aquela estrutura associativa «ostentará» a bandeira da certificação de qualidade, pela norma NP EN ISO 9001:2008. 

«É o culminar de um trabalho iniciado há cerca de dois anos», sublinhou o presidente do respectivo Conselho Regional (CRCOM).

Ao ver atribuído o «selo de qualidade» à SRCOM, situação inédita no seio da Ordem dos Médicos (OM), Carlos Cortes, na qualidade de responsável regional desta corporação, observou, em conferência de Imprensa realizada no início da tarde de segunda-feira, que «o primeiro objectivo é aumentar a qualidade dos procedimentos da SRCOM».

«Tudo aquilo que for feito a partir de agora será diferente, no sentido da eficiência», sustentou o presidente do CRCOM, dando conta do «minucioso e complexo processo» desenvolvido, «de modo a tornar esta secção regional mais qualificada, do ponto de vista administrativo».



«Dar uma melhor resposta aos seus associados e a quem a quiser procurar» constitui outra intenção subjacente ao processo de certificação da SRCOM, num trabalho colaborativo que envolveu a SGS Portugal (empresa que inspeciona, verifica, testa e certifica), ali representada por Tiago Abrantes, e também a Impos Consultancy (empresa de serviços de consultoria de gestão), que se fez representar naquele acto simbólico dirigido aos jornalistas pelo director-geral, José Ferreira.

Para o presidente do CRCOM, esta certificação de qualidade «atesta que estão a ser cumpridos os padrões internacionais de qualidade», no relacionamento com os associados, com os seus parceiros e as entidades com as quais a SRCOM «estabeleceu protocolos e promove eventos de inegável importância». 

Reconhecimento como Instituição de Qualidade

A certificação agora atingida está em consonância com um conjunto de requisitos que, sendo aplicados no processo de funcionamento da SRCOM, lhe permite o reconhecimento oficial e público de Instituição de Qualidade.

Particularizando, refira-se que a norma NP EN ISO 9001:2008 especifica os requisitos de um sistema de gestão da qualidade a observar sempre que uma organização – neste caso, a SRCOM – quer demonstrar a sua capacidade para prestar serviços que satisfaçam os seus associados (e também os utentes/doentes), além de cumprir os regulamentos aplicáveis, na óptica do aumento dessa satisfação.

Com esta certificação, será possível «mais eficiência para com os associados, dando-lhes uma melhor e mais exigente resposta em todas as vertentes e serviços da SRCOM», frisava Carlos Cortes, argumentando: «Se a Ordem dos Médicos é uma entidade que pede exigência para uma melhor saúde [dos portugueses], bem como para a qualidade dos procedimentos elaborados pelo Ministério da Saúde [MS] e pelos organismos que dependem do MS, faz todo o sentido que seja uma entidade exigente consigo própria!»

Carlos Cortes: «Se a Ordem dos Médicos é uma entidade que pede exigência para uma melhor saúde [dos portugueses], bem como para a qualidade dos procedimentos elaborados pelo Ministério da Saúde [MS] e pelos organismos que dependem do MS, faz todo o sentido que seja uma entidade exigente consigo própria!»

Carlos Cortes: «Temos de evidenciar, permanentemente, que tudo aquilo que é colocado à OM é resolvido, tem uma resposta. Este é o caminho da profissionalização.»

Assumindo a importância de ser a primeira secção regional da OM com certificação de qualidade, o presidente do CRCOM entende que este reconhecimento público «prepara a intervenção da SRCOM para que, no futuro, seja mais exigente para quem tem a responsabilidade da Saúde em Portugal». 

«Início de um caminho sem retrocesso»

«É um motivo de orgulho e uma prova de que a SRCOM está na vanguarda da qualidade!», manifestou Carlos Cortes, notando tratar-se do «início de um caminho sem retrocesso». A mesma opinião foi sustentada pelo director-geral da Impos Consultancy, para quem a certificação agora obtida deve ser vista como «uma mais-valia e não um fim em si mesmo». 

Por sua vez, Tiago Abrantes (da empresa SGS) referiu que, com este processo de certificação, a SRCOM «reforça a sua posição em relação a uma melhoria contínua». «É o que este sistema de gestão da qualidade requer, sempre!», insistiu aquele responsável, reiterando o patologista clínico Carlos Cortes, ao admitir que «é o início de um caminho muito exigente, em que se tem de trabalhar afincadamente».

Embora o presidente da SRCOM reconheça a dificuldade «em quantificar uma relação humana», expressou a propósito: «A relação com os nossos associados obriga-nos ao cumprimento dos compromissos com eles. E esta certificação vai aumentar o relacionamento e uma melhor disposição nesta relação. Isto – que nós temos hoje – é um instrumento que vai servir para melhorar a defesa da saúde, dos médicos e dos próprios doentes!»

«Temos de evidenciar, permanentemente, que tudo aquilo que é colocado à OM é resolvido, tem uma resposta. Este é o caminho da profissionalização. É também um desafio para a SRCOM colocá-la na modernidade, sob o ponto de vista organizacional e da defesa dos direitos dos doentes e dos profissionais de saúde», alegava ainda Carlos Cortes, sugerindo a integração deste processamento contínuo, criando «um espírito novo na OM, que é o espírito do rigor e da exigência».

 

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13 de Dezembro de 2016
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