«Novos fármacos para todos e não apenas para alguns»

foto de "DR" | 14.12.2016

Secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, na Reunião «Missing Innovation – Solutions for unmet
«Não nos resignaremos a ter que adotar políticas seletivas quanto à inovação, de acordo com a dimensão da população afetada ou o seu impacte na Saúde Pública.
Pretendemos continuar a incorporar novos fármacos com valor acrescentado para todos e não apenas para alguns», disse o secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, ao encerrar a conferência «Missing Innovation – Solutions for unmet therapeutic needs», promovida pela Revista Portuguesa de Farmacoterapia, no passado dia 13, em Lisboa.

«Este ano, iremos terminar dezembro com cerca de 40 novas moléculas aprovadas, o número mais elevado da última década», anunciou o secretário de Estado.



Manuel Delgado considerou que a inovação terapêutica coloca aos Estados e em particular aos sistemas de Saúde «dois desafios essenciais, o da sustentabilidade e o da capacidade técnica de avaliação do valor acrescentado».
O primeiro tem sobretudo a ver com a rigidez dos orçamentos públicos perante a elasticidade da procura e das novas oportunidades de resposta, de onde a contenção ou adiamento da despesa, através da definição de prioridades, limites da utilização de serviços e racionamento, «medidas adotadas em muitos países», mas que «não tem sido soluções consequentes, tendo em conta a capacidade reivindicativa das populações, a velocidade com que a informação e o conhecimento se consolidam e a globalização da vida social», afirmou o governante para depois referir que os modelos de partilha de risco com a Indústria Farmacêutica e a avaliação pelos resultados «reúnem hoje mais aderentes no mundo académico e na decisão politica».

Manuel Delgado considerou que a inovação terapêutica coloca aos Estados e em particular aos sistemas de Saúde «dois desafios essenciais, o da sustentabilidade e o da capacidade técnica de avaliação do valor acrescentado»

Estes modelos, frisou Manuel Delgado, «pressupõem novas metodologias e novos critérios de medida, mais exigentes e também mais contingentes».

Neste âmbito, salientou que «as diferenças entre terapêuticas facilmente avaliáveis quanto aos resultados finais esperados, e outras em que apenas poderemos avaliar melhorias no estado de saúde, conforto dos doentes ou contenção do avanço da doença são abissais e dificultam-nos o caminho».
Mas, concluiu, «ao fim e ao cabo, o direito à vida e à qualidade de vida são sempre uma questão individual.
E é aqui que nos devemos situar nas nossas decisões éticas e politicas».

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14 de Dezembro de 2016
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