Vamos votar ou deixar os outros decidir?

por José M. Antunes | 18.01.2017

Eleições para a Ordem dos Médicos em 2017

 
Opinião de José M. Antunes

As eleições para a órgãos dirigentes da Ordem dos Médicos (OM), para o próximo triénio estão agendadas para o próximo dia 19 de Janeiro, para quem vote presencialmente, e já em curso para quem opte para votar por Correio, a partir dos votos e envelope RSF, que, por esta altura, já estão «em casa», via CTT- Correios, de todos os médicos votantes. 

Vale, já aqui, uma nota importante: 
Como se sabe, os votos colocados em Correio nos últimos dias correm o sério risco de, chegando após o dia 19, já não contarem para a decisão.

Nesse dia decidir-se-á quem -- e com que programa -- tomará decisões sobre a profissão, a organização da instituição, (património, quotas, inscrições, especialidades, a vida dos médicos, em suma) já nas Secções Regionais, Norte (duas listas), Centro (Lista única) e Sul (três listas e programas diferentes) e respectivos Conselhos (Fiscal, Disciplinar, etc); já nas «distritais», agora Sub-Regiões; já, «last not least», para os Órgãos nacionais, Bastonário, o novo – novos Estatutos da OM – Conselho Superior, e, através dos órgãos anteriores do, agora designado Conselho Nacional – antigo CNE --, o «Governo» da Ordem.

Ou seja, o que está em causa no dia 19 deste mês é quem, como, porquê e quando vai decidir coisas da maior importância para todos os médicos, como: a vida profissional e a representação institucional e orgânica da profissão junto do Estado Português, dentro dele o Governo, claro; as questões disciplinares individuais que surjam; o «governo» diário, mensal, anual da Ordem de todos os médicos, etc

Tudo isto é uma coisa de alguma importância para todos e cada um, certo?

Ao que venho?

Nas mais recentes eleições, para o triénio agora em finalização, votaram, na região Sul, apenas, «coremos de vergonha» como diz o Povo, quinze por cento (15 por cento!!) dos potenciais votantes e nas Regiões Norte e Centro cerca de 50 por cento.

Uma tristeza? Mesmo uma vergonha? Concordo.

Acrescento que este, como os anteriores e futuros Ministros da Saúde sabem disto e pensam, «ora, ora, representam poucos médicos», sempre que a OM protesta por algo, ou aconselha a fazer isto e não aquilo, ou… 

Então caro(a) leitor(a) médico que me lê (ainda) neste momento, que tal, dedicar uns minutos a ler/folhear as informações que há dias lhe chegaram à caixa de correio, e/ou à Revista da Ordem dos Médicos (ROM) que lhe há-de ter chegado hoje, reflectir, pegar nos votos e no envelope RSF e exercer o seu direito de escolha e a sua obrigação de contribuir para a escolha dos dirigentes da sua profissão?

Depois, «é só» colocar o envelope no Correio.
Por estes dias.
A partir de 14 ou 15, esqueça, já não contará quando chegar, programe a ida à Ordem «mais próxima» para dia 19…

(Sabia que, nas eleições anteriores, chegaram 400 votos «que já não contaram», só na região Sul?)

Ou seja, que tal VOTAR, em tempo? Para contar?
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*Médico, OM 28515

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17JMA02Z
10 de Janeiro de 2017
1702Pub2f17JMA02Z

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