Estudo demonstra efeitos reais do stress no aumento do risco cardiovascular
foto de "DR" | 17.01.2017
Trabalho publicado na revista The Lancet
Um estudo publicado na revista The Lancet conclui que existe mesmo uma relação entre o stress e o risco acrescido de doenças cardiovasculares.
Segundo a equipa de investigadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, o aumento de atividade nas amígdalas cerebelosas pode estar na origem dessa ligação.
Depois de analisarem 300 pessoas, os cientistas observaram que os indivíduos que apresentavam mais atividade na amígdala cerebelosa – uma zona dos lóbulos temporais que se acredita regular as emoções, ansiedade, o prazer e o stress – tinham mais hipóteses de desenvolver doenças cardiovasculares.
O trabalho, intitulado «Relation between resting amygdalar activity and cardiovascular events: a longitudinal and cohort study», demonstra que a amígdala envia sinais à medula óssea para produzir mais glóbulos brancos, que, por sua vez, causam inflamações nas artérias, possibilitando a ocorrência de ataques cardíacos ou apoplexias.
«Assim, quando se está numa situação de stress, essa parte profunda do cérebro pode desencadear problemas cardiovasculares», sublinha o documento.
Os especialistas alertam, no entanto, que é necessário realizar mais estudos para corroborar a tese.
Para chegarem a estas conclusões, os investigadores basearam-se em dois estudos.
O primeiro analisou o cérebro, a medula óssea, o baço e artérias de 293 pacientes durante quatro anos, concluindo que «22 pacientes, os que tinham mais atividade na amígdala cerebelosa, sofreram eventos cardiovasculares, como ataques cardíacos, insuficiência cardíaca, acidentes cardiovasculares e o estreitamento de artérias».
Os cientistas observaram que os indivíduos que apresentavam mais atividade na amígdala cerebelosa tinham mais hipóteses de desenvolver doenças cardiovasculares
O segundo estudo, que avaliou 13 pacientes, debruçou-se na relação entre o stress e as inflamações no corpo.
Neste caso, os cientistas constataram que «os indivíduos com mais stress tinham também mais atividade na amígdala e mais inflamações no sangue e artérias».
A investigação está disponível para consulta aqui
17tm03g
17 de Janeiro de 2017
1703Pub3f17tm03G
Publicada originalmente em www.univadis.pt
Segundo a equipa de investigadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, o aumento de atividade nas amígdalas cerebelosas pode estar na origem dessa ligação.
Depois de analisarem 300 pessoas, os cientistas observaram que os indivíduos que apresentavam mais atividade na amígdala cerebelosa – uma zona dos lóbulos temporais que se acredita regular as emoções, ansiedade, o prazer e o stress – tinham mais hipóteses de desenvolver doenças cardiovasculares.
O trabalho, intitulado «Relation between resting amygdalar activity and cardiovascular events: a longitudinal and cohort study», demonstra que a amígdala envia sinais à medula óssea para produzir mais glóbulos brancos, que, por sua vez, causam inflamações nas artérias, possibilitando a ocorrência de ataques cardíacos ou apoplexias.
«Assim, quando se está numa situação de stress, essa parte profunda do cérebro pode desencadear problemas cardiovasculares», sublinha o documento.
Os especialistas alertam, no entanto, que é necessário realizar mais estudos para corroborar a tese.
Para chegarem a estas conclusões, os investigadores basearam-se em dois estudos.
O primeiro analisou o cérebro, a medula óssea, o baço e artérias de 293 pacientes durante quatro anos, concluindo que «22 pacientes, os que tinham mais atividade na amígdala cerebelosa, sofreram eventos cardiovasculares, como ataques cardíacos, insuficiência cardíaca, acidentes cardiovasculares e o estreitamento de artérias».
Os cientistas observaram que os indivíduos que apresentavam mais atividade na amígdala cerebelosa tinham mais hipóteses de desenvolver doenças cardiovasculares
O segundo estudo, que avaliou 13 pacientes, debruçou-se na relação entre o stress e as inflamações no corpo.
Neste caso, os cientistas constataram que «os indivíduos com mais stress tinham também mais atividade na amígdala e mais inflamações no sangue e artérias».
A investigação está disponível para consulta aqui
17tm03g
17 de Janeiro de 2017
1703Pub3f17tm03G
Publicada originalmente em www.univadis.pt
Estudo demonstra efeitos reais do stress no aumento do risco cardiovascular