Taxas cobradas pela ERS dão lucro de 16,9 milhões
por Teresa Mendes | foto de "DR" | 26.01.2017
TC denuncia utilização indevida de viatura afeta ao presidente
Numa auditoria às contas da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) referente a 2015, o Tribunal de Contas (TC) conclui que as receitas oriundas de taxas de regulação têm sido «substancialmente superiores aos custos operacionais da ERS». O TC denuncia ainda a «utilização particular e indevida da viatura afeta ao presidente do conselho de administração», lesando o Estado em cerca de 34 mil euros.
O documento do TC emite um «juízo desfavorável sobre a fiabilidade das demonstrações financeiras, considerando que não refletem de forma verdadeira e apropriada a situação económica, financeira e patrimonial da ERS».
São identificadas igualmente «insuficiências no sistema de controlo interno nomeadamente quanto ao registo e controlo da receita e do património; ao controlo da assiduidade, da pontualidade e do cumprimento do período de trabalho; à atribuição de apoios financeiros a trabalhadores; e à utilização particular e indevida da viatura afeta ao presidente do conselho de administração», na altura Jorge Simões.
Especificamente sobre as receitas oriundas de taxas de regulação (6,6 milhões) e taxas de inscrição (1,1 milhões) o documento salienta que as mesmas «têm sido substancialmente superiores aos custos operacionais da ERS, o que tem originado a acumulação de excedentes de tesouraria, no total de 16,9 milhões, suficientes para financiar a sua atividade durante quase 4 anos».
Por fim, o TC conclui que «há cerca de 3 trabalhadores por dirigente, na ERS, quando nas outras entidades reguladoras esta relação é de cerca de 6 trabalhadores por cada dirigente».
As recomendações do TC incluem, para além do reforço dos mecanismos de controlo interno e a aplicação das regras e princípios contabilísticos, que a ERS «garanta que as viaturas não são utilizadas no exercício de funções em acumulação ou para fins particulares».
Já ao Ministério da Saúde e ao Ministério das Finanças é recomendado que «promovam o estudo e a eventual revisão dos critérios de fixação da contribuição regulatória e das taxas de registo», por forma a que estas contribuições «não venham onerar injustificadamente a estrutura de custos dos prestadores de cuidados de saúde e, consequentemente, os preços dos cuidados de saúde suportados pelos utentes».
TC recomenda ao Ministério da Saúde e ao Ministério das Finanças que «promovam o estudo e a eventual revisão dos critérios de fixação da contribuição regulatória e das taxas de registo» da ERS
Recorde-se que Sofia Ribeiro da Silva sucedeu a Jorge Simões no cargo de presidente do conselho de administração desde 17 de junho de 2016.
O relatório está disponível na íntegra aqui
17tm04n
26 de Janeiro de 2017
1704Pub5f17tm04N
Publicada originalmente em www.univadis.pt
O documento do TC emite um «juízo desfavorável sobre a fiabilidade das demonstrações financeiras, considerando que não refletem de forma verdadeira e apropriada a situação económica, financeira e patrimonial da ERS».
São identificadas igualmente «insuficiências no sistema de controlo interno nomeadamente quanto ao registo e controlo da receita e do património; ao controlo da assiduidade, da pontualidade e do cumprimento do período de trabalho; à atribuição de apoios financeiros a trabalhadores; e à utilização particular e indevida da viatura afeta ao presidente do conselho de administração», na altura Jorge Simões.
Especificamente sobre as receitas oriundas de taxas de regulação (6,6 milhões) e taxas de inscrição (1,1 milhões) o documento salienta que as mesmas «têm sido substancialmente superiores aos custos operacionais da ERS, o que tem originado a acumulação de excedentes de tesouraria, no total de 16,9 milhões, suficientes para financiar a sua atividade durante quase 4 anos».
Por fim, o TC conclui que «há cerca de 3 trabalhadores por dirigente, na ERS, quando nas outras entidades reguladoras esta relação é de cerca de 6 trabalhadores por cada dirigente».
As recomendações do TC incluem, para além do reforço dos mecanismos de controlo interno e a aplicação das regras e princípios contabilísticos, que a ERS «garanta que as viaturas não são utilizadas no exercício de funções em acumulação ou para fins particulares».
Já ao Ministério da Saúde e ao Ministério das Finanças é recomendado que «promovam o estudo e a eventual revisão dos critérios de fixação da contribuição regulatória e das taxas de registo», por forma a que estas contribuições «não venham onerar injustificadamente a estrutura de custos dos prestadores de cuidados de saúde e, consequentemente, os preços dos cuidados de saúde suportados pelos utentes».
TC recomenda ao Ministério da Saúde e ao Ministério das Finanças que «promovam o estudo e a eventual revisão dos critérios de fixação da contribuição regulatória e das taxas de registo» da ERS
Recorde-se que Sofia Ribeiro da Silva sucedeu a Jorge Simões no cargo de presidente do conselho de administração desde 17 de junho de 2016.
O relatório está disponível na íntegra aqui
17tm04n
26 de Janeiro de 2017
1704Pub5f17tm04N
Publicada originalmente em www.univadis.pt
Taxas cobradas pela ERS dão lucro de 16,9 milhões