Recurso dos portugueses aos SU é mais do dobro da média europeia
foto de "DR" | 10.02.2017
Alerta da SPMI a propósito do Dia Mundial do Doente
Apesar de Portugal ser um dos países europeus com maior rácio de médicos de família por habitante, cerca de sete em cada dez portugueses recorre aos Serviços de Urgência (SU) hospitalares, enquanto a média europeia é menos de metade deste valor, segundo dados da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI).
A propósito do Dia Mundial do Doente, que se assinala no próximo sábado, a SPMI alerta num comunicado para o «excesso de recurso da população» às urgências dos hospitais, indicando que «Portugal é dos países em que os cidadãos mais recorrem a estes serviços».
A culpa deste acesso excessivo é normalmente atribuída à falta de médicos de família, no entanto, «isso é paradoxal porque Portugal é um dos países europeus com um maior rácio de médicos de família por mil habitantes», pode ler-se na informação à Imprensa.
O acesso também não parece ser um fator que justifique a procura de urgências, uma vez que as regiões onde existem mais unidades de saúde familiares (com melhor acesso ao médico de família) não existem menos admissões nas urgências.
Como tal, «pode concluir-se que uma das causas é a falta de capacidade resolutiva dos cuidados primários», conclui a SPMI, lembrando que os doentes procuram as urgências por terem exames complementares, especialistas, porque estão abertas 24 horas e «porque confiam mais nos hospitais».
Para o presidente da SPMI, Luís Campos, os hospitais também têm «alguma quota de responsabilidade» neste peso do recurso às urgências, considerando que «poderiam criar mais alternativas para os doentes agudos não urgentes» dentro dos próprios hospitais ou «estabelecer vagas nas consultas para doentes não programados ou investir mais nos hospitais de dia».
Luís Campos sublinha que «se quisermos reduzir o recurso às urgências temos que aumentar a capacidade resolutiva dos cuidados primários e criar alternativas para os doentes agudos nos próprios hospitais»
O especialista sublinha assim que «se quisermos reduzir o recurso às urgências temos que aumentar a capacidade resolutiva dos cuidados primários, criar alternativas para os doentes agudos nos próprios hospitais, consciencializar os cidadãos para uma melhor utilização dos recursos em saúde e implementar programas que promovam uma resposta proativa, preventiva e de cuidados integrados, através de equipas que envolvam internistas, médicos de família e outras profissões, de forma a retirar os doentes das urgências».
17tm06t
10 de Fevereiro de 2017
1706Pub6f17tm06T
Publicada originalmente em www.univadis.pt
A propósito do Dia Mundial do Doente, que se assinala no próximo sábado, a SPMI alerta num comunicado para o «excesso de recurso da população» às urgências dos hospitais, indicando que «Portugal é dos países em que os cidadãos mais recorrem a estes serviços».
A culpa deste acesso excessivo é normalmente atribuída à falta de médicos de família, no entanto, «isso é paradoxal porque Portugal é um dos países europeus com um maior rácio de médicos de família por mil habitantes», pode ler-se na informação à Imprensa.
O acesso também não parece ser um fator que justifique a procura de urgências, uma vez que as regiões onde existem mais unidades de saúde familiares (com melhor acesso ao médico de família) não existem menos admissões nas urgências.
Como tal, «pode concluir-se que uma das causas é a falta de capacidade resolutiva dos cuidados primários», conclui a SPMI, lembrando que os doentes procuram as urgências por terem exames complementares, especialistas, porque estão abertas 24 horas e «porque confiam mais nos hospitais».
Para o presidente da SPMI, Luís Campos, os hospitais também têm «alguma quota de responsabilidade» neste peso do recurso às urgências, considerando que «poderiam criar mais alternativas para os doentes agudos não urgentes» dentro dos próprios hospitais ou «estabelecer vagas nas consultas para doentes não programados ou investir mais nos hospitais de dia».
Luís Campos sublinha que «se quisermos reduzir o recurso às urgências temos que aumentar a capacidade resolutiva dos cuidados primários e criar alternativas para os doentes agudos nos próprios hospitais»
O especialista sublinha assim que «se quisermos reduzir o recurso às urgências temos que aumentar a capacidade resolutiva dos cuidados primários, criar alternativas para os doentes agudos nos próprios hospitais, consciencializar os cidadãos para uma melhor utilização dos recursos em saúde e implementar programas que promovam uma resposta proativa, preventiva e de cuidados integrados, através de equipas que envolvam internistas, médicos de família e outras profissões, de forma a retirar os doentes das urgências».
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10 de Fevereiro de 2017
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Publicada originalmente em www.univadis.pt
Recurso dos portugueses aos SU é mais do dobro da média europeia