Tutela quer acabar com exames em papel
foto de "DR" | 04.04.2017
Assunto em foco na conferência Portugal eHealth Summit
O Ministério da Saúde quer acabar com os exames em papel ainda este ano. Segundo o presidente da Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), Henrique Martins, o objetivo «ambicioso» é que «o cidadão deixe que ter de transportar resultados de análises ou TAC entre as clínicas e os médicos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que pediram esses exames».
O projeto passa, então, por substituir o software nos centros de saúde e melhorar de forma mais rápida os computadores no SNS e ter, até ao meio do ano de 2017, um sistema que permita enviar as análises pela Internet, alargado a todos os laboratórios até 2018.
Outro objetivo é que o médico peça credenciais de um exame sem que o doente vá ao centro de saúde, bastando falar pelo telefone, sobretudo em casos em que o historial do utente é bem conhecido.
Estes e outros assuntos estão a ser discutidos até à próxima quinta-feira, em Lisboa, no Portugal eHealth Summit, uma conferência que reúne especialistas nacionais e internacionais em eHealth de universidades, empresas empreendedoras, startups, ordens profissionais, sociedades cientificas, associações de doentes e entidades da Administração Pública.
Entretanto, o presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, Rui Nogueira, disse, na Manhã TSF, temer que se esteja a «dar passos maiores que as pernas», sugerindo que no desenho das novas soluções informáticas deveriam participar «os médicos, e os arquitetos e engenheiros [dessas soluções] deveriam visitar os consultórios», para perceber como tudo funciona.
Segundo o presidente da Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, Henrique Martins, o objetivo «ambicioso» é que «o cidadão deixe que ter de transportar resultados de análises ou TAC entre as clínicas e os médicos do SNS que pediram esses exames»
Já o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, lembra que o contacto médico-doente não pode ser substituído pela Internet.
17tm14F
04 de Abril de 2017
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Publicada originalmente em www.univadis.pt
O projeto passa, então, por substituir o software nos centros de saúde e melhorar de forma mais rápida os computadores no SNS e ter, até ao meio do ano de 2017, um sistema que permita enviar as análises pela Internet, alargado a todos os laboratórios até 2018.
Outro objetivo é que o médico peça credenciais de um exame sem que o doente vá ao centro de saúde, bastando falar pelo telefone, sobretudo em casos em que o historial do utente é bem conhecido.
Estes e outros assuntos estão a ser discutidos até à próxima quinta-feira, em Lisboa, no Portugal eHealth Summit, uma conferência que reúne especialistas nacionais e internacionais em eHealth de universidades, empresas empreendedoras, startups, ordens profissionais, sociedades cientificas, associações de doentes e entidades da Administração Pública.
Entretanto, o presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, Rui Nogueira, disse, na Manhã TSF, temer que se esteja a «dar passos maiores que as pernas», sugerindo que no desenho das novas soluções informáticas deveriam participar «os médicos, e os arquitetos e engenheiros [dessas soluções] deveriam visitar os consultórios», para perceber como tudo funciona.
Segundo o presidente da Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, Henrique Martins, o objetivo «ambicioso» é que «o cidadão deixe que ter de transportar resultados de análises ou TAC entre as clínicas e os médicos do SNS que pediram esses exames»
Já o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, lembra que o contacto médico-doente não pode ser substituído pela Internet.
17tm14F
04 de Abril de 2017
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Publicada originalmente em www.univadis.pt
Tutela quer acabar com exames em papel