CHLC inova no tratamento da angina de peito

foto de "DR" | 30.05.2017

Dispositivo «Reducer» implantado no seio coronário
Uma equipa do Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC) implantou, pela primeira vez na Península Ibérica, o dispositivo «Reducer» no seio coronário em doentes com angina de peito.
O procedimento, que é minimamente invasivo, decorreu no Laboratório de Hemodinâmica do CHLC – Pólo de Santa Marta, nesta sexta-feira, e contou com a colaboração do professor Banai, de Telavive, um dos inventores do dispositivo.

Segundo um comunicado do CHLC, este dispositivo – uma rede metálica em forma de ampulheta, expansível por balão – foi desenvolvido para aliviar os doentes que não têm outras opções para atenuar ou eliminar a isquemia de causa cardíaca, também conhecida como angina de peito.

A maioria dos pacientes candidatos a esta nova técnica já foi intervencionada, através de cirurgia de bypass coronário ou através de angioplastia coronária com implantação de stents, e, apesar de se encontrarem medicados com diversos fármacos, mantêm as queixas de dor no peito.

O «Reducer» tem já mais de 500 implantações em todo o mundo, distribuídos por cerca de 50 centros. As implantações decorreram sem complicações e os doentes tiveram alta nas 48 horas subsequentes.

Este dispositivo é implantado através de uma veia do pescoço, apenas com anestesia local, e conduzido até à aurícula direita e seio coronário onde é expandido com um balão.
O «Reducer» provoca aí um estreitamento focal que, aumentando a pressão no seio coronário, provoca uma redistribuição do sangue das áreas bem irrigadas do músculo cardíaco para as áreas mal irrigadas, zonas que estão em isquemia e que produzem a dor cardíaca típica, a angina de peito.

Uma equipa do Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC) implantou, pela primeira vez na Península Ibérica, o dispositivo «Reducer» no seio coronário em doentes com angina de peito 

Os cardiologistas de intervenção do CHLC – Pólo Santa Marta sublinham que os doentes distribuídos por todo o território nacional, maioritariamente seguidos em consultas de Cardiologia ou de Medicina Interna, que se mantêm sintomáticos apesar de esgotadas todas as opções terapêuticas, têm agora «uma nova arma na melhoria dos seus sintomas e qualidade de vida, podendo ser referenciados para os centros que estejam a implantar este novo dispositivo».

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30 de Maio de 2017
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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