Ministério cria grupo de trabalho para eliminar VIH/Sida em Cascais, Lisboa e Porto

13.06.2017

Equipa é liderada por Kamal Mansinho
O Ministério da Saúde constituiu um grupo de trabalho com o objetivo de definir uma estratégia integrada para a eliminação da epidemia do VIH/sida nas cidades de Cascais, Lisboa e Porto.

A equipa, liderada por Kamal Mansinho, ex-diretor do Programa Nacional para a Infeção VIH/SIDA e Tuberculose, tem agora 150 dias para apresentar o projeto de estratégia.

De acordo com o Despacho, publicado ontem no Diário da República, a estratégia a definir pelo Grupo de Trabalho deve prever: Novas abordagens no âmbito da prevenção, diagnóstico e tratamento do VIH; Ações e iniciativas a desenvolver com o respetivo cronograma; Instituições e organizações a envolver e as suas funções e responsabilidades; Formas de articulação e comunicação com os parceiros internacionais do projeto «Cidades na via rápida para acabar com a epidemia VIH»; Apoio financeiro e institucional, equacionando-se a partilha de recursos e experiências entre os municípios de Cascais, Lisboa e Porto; Modelo de implementação e gestão; Modelo de divulgação da informação; Avaliação, monitorização e publicação dos resultados.

A constituição do Grupo de Trabalho foi definida após prévia audição das Câmaras Municipais de Cascais, de Lisboa e do Porto, da ABRAÇO (Associação de Apoio a Pessoas com VIH SIDA), do GAT (Grupo de Ativistas em Tratamentos), do SER+ (Associação Portuguesa para a Prevenção e Desafio à Sida), da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, da Santa Casa da Misericórdia do Porto, da Associação Nacional das Farmácias e da Associação de Farmácias de Portugal.

A equipa deve garantir uma articulação dos municípios com as várias instituições do Ministério da Saúde e as organizações da sociedade civil na prossecução deste objetivo, para um aproveitamento integrado dos recursos e dos vários projetos a serem desenvolvidos. 

A equipa, liderada por Kamal Mansinho, ex-diretor do Programa Nacional para a Infeção VIH/SIDA e Tuberculose, tem agora 150 dias para apresentar o projeto de estratégia

Por outro lado, determina o Despacho, «é importante que o desenvolvimento deste processo permita lançar as bases nacionais para o alargamento a outros concelhos, aproveitando a experiência e o conhecimento que vier a ser construído».


Uma das questões prementes que se verifica e importa dar especial atenção prende-se com o facto de a incidência do VIH nas grandes cidades ser muito superior quando comparada com outras áreas do país.

O número de novos casos de VIH nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto representa cerca de dois terços do número de novas infeções em Portugal.

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13 de Junho de 2017
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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