Excesso de peso provoca cada vez mais mortes

13.06.2017

Estudo divulgado no New England Journal of Medicine
Mais de dois mil milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de doenças por causa do excesso de peso, que estão a provocar cada vez mais mortes, revela um estudo publicado nesta segunda-feira no New England Journal of Medicine.

Mesmo as pessoas que não são tecnicamente obesas estão a morrer por terem peso a mais, estimando-se em quatro milhões as mortes anualmente relacionadas com excesso de peso.
Destes quatro milhões, 40% estavam abaixo do limiar da obesidade, o que para os autores da investigação, constitui «uma crise de saúde pública perturbante e cada vez maior».
Ao todo, em números de 2015, havia 2,2 mil milhões de crianças e adultos (30% da população mundial) com excesso de peso.

Entre esse total encontravam-se 108 milhões de crianças e 600 milhões de adultos com índice de massa corporal (calculado relacionando peso com altura) acima de 30, o limiar da obesidade.

«Desvalorizar o excesso de peso e de massa corporal é arriscar doenças cardiovasculares, diabetes, cancro e outros problemas potencialmente fatais», afirmou um dos autores, Christopher Murray, da Universidade de Washington, nos Estados Unidos.

A investigação analisou possíveis ligações entre índice de massa corporal elevado e cancros no esófago, cólon e reto, fígado, vesícula e trato biliar, pâncreas, mama, útero, ovários, rins e tiroide.

As conclusões do estudo, que analisou dados de 195 países e territórios de 1980 a 2015, foram ontem apresentadas no Fórum da Alimentação de Estocolmo, que visa a criação de um regime alimentar mais sustentável.

Mais de dois mil milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de doenças por causa do excesso de peso, que estão a provocar cada vez mais mortes, revela um estudo publicado nesta segunda-feira no New England Journal of Medicine

O principal autor do trabalho, Ashkhan Afshin, afirmou mesmo que «o excesso de peso é um dos piores problemas de saúde pública», adiantando que os investigadores vão trabalhar com as Nações Unidas para tentar arranjar soluções para o problema, que está a aumentar apesar das várias intervenções realizadas.

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13 de Junho de 2017
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Publicada originalmente em www.univadis.pt
 

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