IM 2017: 613 médicos ficaram sem acesso à especialidade

21.06.2017

«Precaridade e a emigração são as únicas opções dadas pela tutela», lamenta a ANEM 

 
Terminado o concurso de acesso à formação específica do Internato Médico (IM) 2017, e pelo terceiro ano consecutivo, mais 347 jovens médicos viram a sua formação interrompida por falta de vaga, aos quais acrescem 266 que, tendo desistido do concurso, se irão também somar aos candidatos do próximo ano. 

«Para todos estes, a precaridade e a emigração são as únicas opções dadas pela tutela», lamenta a Associação Nacional de Estudantes de Medicina num comunicado que faz o balanço do concurso (http://anem.pt/noticias/concurso-ingresso-no-internato-medico-im2017).

Entretanto, ouvido hoje na Comissão Parlamentar de Saúde, o ministro Adalberto Campos Fernandes garantiu aos deputados que os mais de 100 médicos que em 2015, pela primeira vez, ficaram sem vaga numa especialidade e que só estavam autorizados a trabalhar no Serviço Nacional de Saúde (SNS) até final de junho, vão ser autorizados a continuar no serviço público. 

Recorde-se que a audição do responsável foi requerida pelo PCP, na sequência da previsão de que cerca de 700 médicos ficariam sem acesso a uma vaga na especialidade no concurso deste ano. 

Terminado o concurso de acesso à formação específica do Internato Médico (IM) 2017, e pelo terceiro ano consecutivo, mais 347 jovens médicos viram a sua formação interrompida por falta de vaga, aos quais acrescem 266 que, tendo desistido do concurso, se irão também somar aos candidatos do próximo ano

O ministro reconheceu a existência de um «problema estrutural» na formação médica, mostrando-se disponível para «com os diferentes partidos encontrar uma solução».

Contudo, o dirigente lembrou que a abertura de vagas está sempre dependente das capacidades formativas também identificadas pela Ordem dos Médicos.

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21 de Junho de 2017
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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