CHLN garante que «continuará a tratar todos os doentes»

foto de "DR" | 11.07.2017

Centro hospitalar refuta auditoria do TC

 
Num esclarecimento enviado à agência Lusa sobre a auditoria financeira realizada pelo Tribunal de Contas (TC) ao exercício financeiro de 2014, o Centro Hospitalar de Lisboa Norte (CHLN) diz que muitas das recomendações apontadas «já foram concretizadas ou estão em fase de concretização», tendo em conta que já se passaram dois anos. 

Entre estas estão «a reorganização do Hospital Pulido Valente e o ajustamento entre a oferta e a procura». 
Relativamente à afirmação de que há um desequilíbrio entre estrutura de custos e cuidados de saúde realizados, o centro hospitalar salienta que esta «é uma realidade já ultrapassada, na medida em que o CHLN recuperou e ultrapassou o número de doentes que tinha perdido aquando da abertura do Hospital Beatriz Ângelo».

O CHLN sublinha também que «hoje os indicadores revelam uma realidade diferente», estando «a crescer progressivamente», entre outros, as urgências, consultas externas e internamento. 

Recorde-se que o esclarecimento surge após o TC ter detetado algumas irregularidades no exercício de 2014, como resultado líquido pior que o registado, contas inscritas inapropriadamente, dívidas para pagar e por cobrar. 

O relatório revela que as «demonstrações financeiras do centro hospitalar estão afetadas por distorções materialmente relevantes», tendo o TC emitido «um juízo desfavorável sobre as contas» do CHLN.  

A esse propósito, o centro hospitalar recorda que, quando o conselho de administração tomou posse em 2013, o prejuízo era de 11 milhões por mês em 2013, situação que foi «gradualmente invertida», sublinhando que as sucessivas auditorias externas às contas anuais do CHLN solicitadas pelo Ministério da Saúde referem que as demonstrações financeiras «apresentam de forma verdadeira e apropriada, em todos os aspetos materialmente relevantes, a posição financeira do CHLN».

Num esclarecimento sobre a auditoria financeira realizada pelo Tribunal de Contas (TC) ao exercício financeiro de 2014, o CHLN diz que muitas das recomendações apontadas «já foram concretizadas ou estão em fase de concretização», tendo em conta que já se passaram dois anos

Por fim, o CHLN destaca declarações do seu presidente do conselho de administração, que «sempre referiu que a missão constitucional e pública do maior centro hospitalar do país nunca estaria em causa por razões económico-financeiras», garantindo que «o CHLN tratou, trata e continuará a tratar todos os doentes da sua responsabilidade direta independentemente de serem financiados ou não pelo Estado».

A auditoria pode ser consultada aqui

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11 de Julho de 2017
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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