Pacote de incentivos «não é verdadeiramente estimulante»

25.07.2017

Bastonário defende alargamento da medida a «profissionais de várias áreas»
O número de médicos que optou por exercer em zonas carenciadas «ainda é muito baixo», disse esta segunda-feira o bastonário da Ordem dos Médicos (OM), que atribui esta situação a um pacote de incentivos que «não é verdadeiramente estimulante».

Passados seis meses desde a entrada em vigor do conjunto de incentivos para tentar atrair os clínicos para trabalhar em zonas carenciadas, que passam, entre outros, por um vencimento superior em 40%, mais férias e preferência na colocação do cônjuge, a verdade é que a procura tem sido pouca.

Para Miguel Guimarães, «quando um médico tem as portas abertas do setor privado em que o nível de remunerações é claramente superior àquele que acontece atualmente no Serviço Nacional de Saúde», e há países como Inglaterra, França, Espanha, que «oferecem condições de trabalho claramente melhores», os profissionais acabam por optar por aquilo que julgam ser melhor para eles.

À margem da cerimónia da tomada de posse dos membros dos Conselhos Consultivos, nomeados pelo Conselho Nacional, que decorreu em Lisboa, o dirigente defendeu que os incentivos «têm de ser alargados a profissionais de várias áreas para a região se desenvolver» e «não apenas aos médicos ou aos enfermeiros».
Na opinião de Miguel Guimarães, também é necessário haver alguns serviços em áreas mais carenciadas, como nas regiões do Algarve, Vila Real ou Alentejo, advertindo que, «enquanto isto não for feito globalmente, estes pacotes de incentivos valem o que valem».

O número de médicos que optou por exercer em zonas carenciadas «ainda é muito baixo», disse esta segunda-feira o bastonário da Ordem dos Médicos (OM), que atribui esta situação a um pacote de incentivos que «não é verdadeiramente estimulante» 

«A questão que o Ministério [da Saúde] ainda não percebeu é que Portugal tem as fronteiras abertas e está a concorrer não só com o setor privado em Portugal, mas também com os outros países da Europa», disse ainda o bastonário da OM, acrescentando que «não basta termos a mesma moeda e depois a seguir não ter capacidade concorrencial», porque sem ela «vamos continuar a perder os nossos melhores valores que a Europa vem buscar a Portugal» e o investimento feito na sua formação.

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25 de Julho de 2017
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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