Médicos não são «super-heróis»

10.08.2017

Bastonário defende que profissão deveria ser considerada de desgaste rápido
 O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, considera que estes profissionais não recebem um salário adequado e defende que a partir de certa idade deviam ter direito a um regime especial.

Em entrevista ao jornal Público, o responsável afirma que a profissão de médico deveria ser considerada de desgaste rápido à semelhança do que acontece em outros países europeus.
«As pessoas têm a ideia de que os médicos são super-homens e não são.
A esperança média de vida dos médicos é menor do que a da média da população em sete ou oito anos. Os médicos trabalham muitas horas, alimentam-se mal, não têm uma vida muito saudável», sublinha, defendendo por isso a criação de um regime especial para a classe.

O bastonário cita ainda um estudo recente realizado em Portugal pela própria Ordem dos Médicos que mostra que 66% dos profissionais têm pelo menos um dos três principais indicadores da síndrome de esgotamento profissional.

Por outro lado, o responsável diz que a tabela salarial paga aos médicos do Serviço Nacional de Saúde «não corresponde minimamente à responsabilidade que os médicos têm».

Relativamente ao eventual apoio da OM a uma nova greve da classe, Miguel Guimarães admite essa possibilidade. «Essa questão vai ter que ser colocada ao Conselho Nacional da Ordem e é natural que a Ordem venha a apoiar os médicos que façam greve. (...)
Temos sinalizado várias deficiências graves, todas as semanas há problemas que tento resolver internamente, mas é preciso dizer às pessoas o que se está a passar», disse.

O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, considera que estes profissionais não recebem um salário adequado e defende que a partir de certa idade deviam ter direito a um regime especial

Quanto à proposta de alargar a idade dos médicos a trabalhar nos serviços de Urgência, o dirigente acusa o ministro da Saúde de não ser sério.
«Numa altura em que os médicos são brutalmente explorados e pressionados (...), em que a responsabilidade não para de aumentar, dizer que podem trabalhar na urgência até idades mais avançadas é uma proposta inaceitável», considera comenta.

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10 de Agosto de 2017
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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