Bloquear uma enzima chave pode reverter a perda de memória

foto de "DR" | 11.08.2017

Estudo sugere uma nova abordagem para o desenvolvimento de tratamentos para a doença de Alzheimer
Cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) sugerem uma nova abordagem para criar novas terapias para a doença de Alzheimer, podendo constituir um dos maiores avanços da ciência dos últimos anos.

No cérebro de um doente com Alzheimer muitos dos genes utilizados para criar novas memórias são «desligados» por um bloqueio genético, originando o conhecido declínio cognitivo nos pacientes com esta patologia neurodegenerativa.

Mas, agora, um estudo publicado na revista Cells Reports, garante que poderá ser possível quebrar esses bloqueios genéticos no cérebro ao travar a enzima responsável por esse procedimento castrador.

A perda de memória acontece quando a enzima HCAC2 comprime os genes cerebrais da memória, até que estes se tornam inúteis, produzindo a incapacidade de reter memórias e provocando o esquecimento das aprendizagens já adquiridas.

Os investigadores do MIT conseguiram bloquear, com sucesso, a ação da enzima HCAC2 sem afetar outras enzimas a partir da utilização de luzes LED e, a partir daí, reverter a perda de memória.

A indústria farmacêutica já o tinha conseguido fazer com recurso a moléculas químicas, mas não conseguiu evitar os efeitos secundários tóxicos, afastando a hipótese de criar assim uma alternativa terapêutica.

Esta nova técnica foi testada apenas em ratos, mas a principal autora do estudo, Li-Huei Tsai, diz que pode ser eficaz e reverter os efeitos da doença também em seres humanos. 

Um estudo garante que poderá ser possível quebrar os bloqueios genéticos no cérebro ao travar a enzima responsável por esse procedimento castrador 

«É emocionante porque, pela primeira vez, encontramos um mecanismo específico através do qual a HDAC2 regula a expressão de genes sinápticos», salienta Tsai.

17tm33T
11 de Agosto de 2017
1733Pub6f17tm33T

Publicada originalmente em www.univadis.pt

E AINDA

17.10.2017

Há portugueses que não sabem o que são os cuidados paliativos

Mais de 90% dos portugueses sabem o que são os cuidados paliativos, contudo 6,6% associa o conceito...

17.10.2017

Sal no pão vai diminuir gradualmente até 2018

Entre 2018 e 2021 vai haver uma diminuição gradual do sal no pão.<br /> Este é pelo menos o objetiv...

17.10.2017

Fumo branco na negociação com os enfermeiros

Foi fumo branco que saiu da mais recente reunião do Governo com os enfermeiros.<br /> O braço de fe...

16.10.2017

Empresas de dispositivos impedidas de aumentar preços

Em 2018, a Indústria Farmacêutica terá de continuar o seu esforço de contribuição para a redução dos...

16.10.2017

Depois do açúcar, surgem as taxas para o sal

Os alimentos como batatas fritas, bolachas ou cereais que tenham um elevado teor de sal vão passar a...

16.10.2017

Dívida dos hospitais à IF volta a agravar-se em agosto

 Em agosto, a dívida global dos hospitais públicos à indústria farmacêutica (IF) ultrapassou os três...

A reprodução total ou parcial deste site é proibida,
excepto se autorizada expressa e previamente pela Impremédica, Imprensa Médica, Lda.,
nos termos da legislação em vigor.