Demonstrada a eficácia do anacetrapib

30.08.2017

Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia
O anacetrapib, um inibidor da proteína de transferência de colesterol esterificado (CETP, na terminologia anglo-saxónica), reduz o risco de enfarte do miocárdio e complicações cardiovasculares associadas em doentes sob tratamento intensivo com estatinas, demonstrou o estudo REVEAL (n = 30 449), apresentado hoje no Congresso Europeu de Cardiologia, o que segundo o Prof. Martin Landray, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, acontece pela primeira vez.

A escala de redução foi semelhante à obtida com outros hipolipidemiantes, como as estatinas, e o significativo aumento do colesterol HDL não teve grande impacte no risco.

«Estes resultados – frisou o investigador – contrastam com o desfecho desapontador de outros estudo com inibidores da CETP, que foram suspensos após cerca de dois anos, devido a problemas inesperados ou aparente falta de eficácia»

Nem sempre o novo é o melhor

Em doentes com síndrome coronária aguda que requerem intervenção coronária percutânea, o tratamento segundo as atuais guidelines para terapêutica de antiagregação dupla não apresenta vantagem relativamente às recomendações mais antigas.

 «Estes resultados contrastam com o desfecho desapontador de outros estudo com inibidores da CETP, que foram suspensos após cerca de dois anos devido, a problemas inesperados ou aparente falta de eficácia», frisou o Prof. Martin Landray 

A conclusão é de um estudo apresentado hoje no Congresso Europeu de Cardiologia, que decorre em Barcelona. 

«Foi com surpresa que verificámos a inexistência de uma vantagem na adoção das mais recentes recomendações no que respeita à redução de eventos isquémicos», reconheceu o Prof. Clemens von Birgelen,  do Thoraxcentrum Twente, na Holanda. «Vimos foi um aumento da hemorragia major». 

As guidelines internacionais para a terapêutica com antiagregação dupla foram alteradas nos últimos cinco anos, favorecendo inibidores do recetor P2Y12, como o prasugrel ou o ticagrelor, em detrimento do clopidogrel em doentes com síndrome coronária aguda.

Todavia, como salienta o investigador, «a mais recente geração de stents revestidos induz um risco muito menor de trombose do stent e de revascularização do que os mais antigos».

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29 de Agosto de 2017
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