Ministério da Saúde vai ouvir as diversas propostas para reequacionar as listas de utentes

foto de "DR" | 11.09.2017

APMGF apresentou monografia em Lisboa
O Ministério da Saúde vai, em breve, convidar as três organizações autoras de propostas para reequacionar as listas de utentes dos médicos de família para uma ronda de conversações comum, informou este sábado o coordenador nacional para a Reforma do Serviço Nacional de Saúde na área dos Cuidados de Saúde Primários.

A garantia foi dada por Henrique Botelho na sessão de apresentação da monografia «Uma nova métrica para a lista de utentes», que contém as propostas da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF).

Segundo o responsável serão analisadas, para além das propostas da APMGF, as que foram igualmente elaboradas pelo Sindicato Independente dos Médicos e pela Associação Nacional das USF, com vista a, «se possível, consensualizar um modelo final de redimensionamento de listas que possa, depois, ser testado no terreno». 

Estas reuniões serão orientadas pela Coordenação Nacional para a Reforma do Serviço Nacional de Saúde na área dos Cuidados de Saúde Primários e contarão também no grupo de trabalho com a presença de peritos nas áreas da estatística, da epidemiologia e da geodemografia. 

«Tentaremos, até ao fim do ano, ter algo de palpável para depois devolvermos o debate a todos os que estão interessados em resolver esta questão que afeta a qualidade dos cuidados prestados aos portugueses.
E só a partir daí é que faremos a segunda parte da revisão do decreto-lei da USF, já que na primeira revisão não tocámos nas matérias remuneratórias.

«Tentaremos, até ao fim do ano, ter algo de palpável para depois devolvermos o debate a todos os que estão interessados em resolver esta questão que afeta a qualidade dos cuidados prestados aos portugueses», afirmou Henrique Botelho 

Não o poderíamos fazer, de facto, sem dar um passo em frente numa matéria que é absolutamente decisiva na tentativa de conferir equidade à distribuição das listas de utentes pelas equipas de saúde familiar», explicou Henrique Botelho.

A monografia apresentada pela APMGF pode ser consultada aqui


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11 de Setembro de 2017
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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