Receitas sem papel reduzem fraude no SNS em 80% 

12.09.2017

Número de SMS com receitas sem papel ascende a mais de um milhão por mês
As receitas sem papel diminuíram a fraude no Serviço Nacional de Saúde (SNS) em 80% desde que a medida foi implementada em abril de 2016, segundo a Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).

De acordo com aquele organismo, mensalmente, este sistema permite monitorizar e detetar qualquer irregularidade, trazendo maior transparência e eficácia a este processo, uma vez que os suportes digitais utilizados na prescrição eletrónica médica e na Receita Sem Papel possibilitam que, casos de fraude, sejam rapidamente identificados.

Na nota publicada no Portal do SNS é dito que entre os mecanismos antifraude implementados com a receita sem papel encontra-se a monitorização de indicadores como números de telemóvel que recebem mais de cinco SMS/dia provenientes da receita sem papel, o número de prescritores com mais de cem embalagens dispensadas na mesma farmácia, no mesmo dia, o número de prescritores com mais de 80% de prescrições dispensadas na mesma farmácia, em pelo menos um dia do mês, ou ainda a quantidade de dispensas efetuadas, por farmácia, quando o prazo de validade está prestes a terminar.

Com o Gabinete de Apoio à Fraude, a SPMS analisa o relatório de identificação das fragilidades da receita sem papel, os padrões de prescrição e dispensa medicamentos contendo Vitamina D, os padrões de prescrição e dispensa de suplementos alimentares e ainda os padrões de prescrição e dispensa da DCI Metilfenidato e do medicamento Ritalina LA.

As receitas sem papel diminuíram a fraude no Serviço Nacional de Saúde (SNS) em 80% desde que a medida foi implementada em abril de 2016, segundo a Serviços Partilhados do Ministério da Saúde 

Além desta articulação que a SPMS está também em constante articulação com o Centro de Controlo e Monitorização do SNS (antigo Centro de Conferências de Faturas) e Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, para a análise de situações provenientes do Ministério Público, Inspeção-Geral das Atividades em Saúde e Policia Judiciária.

O número de SMS com receitas sem papel ascende a mais de um milhão por mês, tendo este ano atingido o valor mais alto em janeiro, com 1.528.791, e o mais baixo em abril, com 1.186.541.

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12 de Setembro de 2017
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

COMENTÁRIOS

José Manuel Antunes

68 dias atrás

Quem, como eu, gosta de ver jogos de futebol (daquele que se joga no campo, não daquele outro das polémicas sucessivas) certamente já algumas vezes questionou aqueles momentos em que as televisões mostram o número de «faltas cometidas» pelas equipas, quando deveria estar escrito «faltas marcadas pelos árbitros».
Lembrei-me disto quando li estas «certezas» da direcção da SPMS.
Aguardo pela possibilidade de analisarmos os números em que esta conclusão se baseia, até para não aceitarmos que este «árbitro» faça o que chama «decidir em causa própria»…
Suponho que esta nota da SPMS resulte de comparação deste curto período de «maioria de prescrição digital», versus as investigações dos largos anos precedentes caracterizados ainda por cima por intensa luta contra as «golpadas». Precisamos de mais dados, em qualquer caso.
Se a equipa presidida por Henrique Martins nos dissesse que tendo a enorme maioria da informação em base digital torna-se muito mais fácil ir «atrás dos “bandidos”» por ser mais prático cruzar informação, o assunto não merecia debate.
Dizer que o método, por si, garante o que quer que seja é ser uma de duas, ou «inocente» ou «crente». Ambas preocupantes. É preciso ignorar, ou esquecer, que o «cibercrime» é um problema real dos tempos correntes e das sociedades mais desenvolvidas. E esse já deve andar a «cheirar» por estes lados…
Acreditaria que na equipa de Henrique Miguel a «inocência» e/ou a «crença» teria terminado «lá atrás» na inacreditável «estória» dos convites aceites e praticados por parceiros do SNS, através da SPMS.
Mas, de facto, aqui talvez optimismo meu, pois se mesmo nessa ocasião a reacção da SPMS foi institucionalmente correcta, mas, publicamente, estranha, falando em «campanha» e «manipulação»…
Vamos observando e vendo.


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