Governo tenta acalmar os ânimos na saúde

foto de "DR" | 12.09.2017

Costa reúne com ministro da Saúde
O primeiro-ministro reuniu-se esta segunda-feira com o ministro da Saúde, devido à greve dos enfermeiros. Fonte do gabinete de António Costa disse à Renascença que o encontro, no final do final do Conselho Ministros extraordinário, serviu para preparar a reunião agendada para hoje, entre Adalberto Campos Fernandes e o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), que não aderiu à greve.

António Costa tinha uma ação de campanha autárquica marcada para Arruda dos Vinhos, mas cancelou para se encontrar com o ministro da Saúde.

Recorde-se que os enfermeiros iniciaram esta segunda-feira uma greve de cinco dias, convocada pelo Sindicato Independente dos Profissionais de Enfermagem (SIPE) e pelo Sindicato dos Enfermeiros (SE).

A paralisação teve uma adesão de cerca de 85% no final do segundo turno (15h00), segundo o presidente do SE, José Azevedo.

De acordo com este dirigente sindical, alguns hospitais registam uma adesão de 100%, como São João (Porto), e outros pararam a sua atividade, nomeadamente programada, devido ao protesto.

«Se a OM concordar com as reivindicações obviamente que apoiará os médicos que decidirem aderir a greve»

Também com a greve a «pairar» no setor médico, o Presidente da República recebeu a Ordem dos Médicos (OM) nesta segunda-feira.

O bastonário, Miguel Guimarães, acompanhado pelos presidentes dos conselhos regionais do Norte e do Centro e o vice-presidente do CR Sul, disse à saída da reunião que a grande conclusão da conversa foi a necessidade de «investir mais na saúde», para que o país recupere algumas perdas, sobretudo nos últimos quatro anos.

O encontro, no final do final do Conselho Ministros extraordinário, serviu para preparar a reunião agendada para hoje, entre Adalberto Campos Fernandes e o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), que não aderiu à greve

Sobre um eventual apoio à ameaça de paralisação por parte dos médicos, o dirigente   afirmou que «os médicos têm muitos motivos para poderem aderir a uma greve que seja convocada pelos sindicatos» e que «se a Ordem dos Médicos concordar com as reivindicações obviamente que apoiará os médicos que decidirem aderir a greve».

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12 de Setembro de 2017
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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