Urgência do Hospital Infante D. Pedro pode pôr em perigo a segurança dos utentes

14.09.2017

Equipa deveria ter cinco especialistas, mas apenas tem dois
 O Conselho Regional do Centro (CRC) da Ordem dos Médicos (OM) considera que o Serviço de Urgência do Hospital Infante D. Pedro, do Centro Hospitalar do Baixo Vouga (CHBV), em Aveiro, está a desrespeitar os critérios definidos pela OM, por «incumprimento das recomendações relativamente à constituição das equipas de Cirurgia Geral no Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica». 

De acordo com o organismo, «dos cinco especialistas em Cirurgia Geral que deveriam idealmente preencher a escala para este serviço (de acordo com o parecer do Colégio de Cirurgia Geral), o conselho de administração (CA) do CHBV pretende atribuir apenas ter dois especialistas».

Considerando «a gravidade da decisão do CA CHBV», e uma vez que «estão a ser postos em causa os critérios definidos pela Ordem dos Médicos, designadamente pelo respetivo Colégio da Especialidade», o Conselho Regional informa que vai solicitar uma reunião, com caráter de urgência, aos cirurgiões do CHBV.

«Os critérios são muito claros e obrigatórios para a obtenção ou manutenção da capacidade formativa: a equipa mínima de Cirurgia Geral tem de ser constituída por três especialistas, podendo um deles ser substituído por um interno da especialidade dos últimos três anos de Internato, para uma área populacional abrangida de até 250.000 habitantes, sendo acrescida de mais um elemento por cada 100.000 habitantes a mais», sublinha o presidente do CRC, Carlos Cortes.

O Serviço de Urgência do Hospital Infante D. Pedro, do Centro Hospitalar do Baixo Vouga, em Aveiro, está a desrespeitar os critérios definidos pela OM, por «incumprimento das recomendações relativamente à constituição das equipas de Cirurgia Geral no Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica» 

Ainda este mês, a OM fará uma avaliação detalhada no que diz respeito à atividade assistencial e médica, e brevemente será efetuada uma visita de idoneidade formativa.

«Não estamos apenas a defender as boas práticas da Medicina.
Estamos, antes de mais, a defender a qualidade e segurança dos atos médicos praticados, na salvaguarda dos direitos dos utentes.
É uma situação inaceitável que a OM não tolera e tudo fará para resolver», conclui o responsável.

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14 de Setembro de 2017
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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