«Não faz sentido deixar para os hospitais a responsabilidade total do atendimento aos sábados, domingos e fora de horas»
foto de "DR" | 19.09.2017
Luís Pisco na conferência sobre «Medicina Familiar: uma perspetiva global»
O vice-presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Pisco, defende o alargamento dos horários das unidades de cuidados de saúde primários (CSP), considerando que está na altura de uma «inversão de rumo» nesta matéria.
Numa conferência sobre «Medicina Familiar: uma perspetiva global», proferida nesta segunda-feira, na NOVA Medical School, em Lisboa, o responsável, que liderou a Comissão Nacional para a Reforma dos Cuidados de Saúde Primários, considerou que «não faz muito sentido deixar para os hospitais a responsabilidade total do atendimento aos sábados, domingos e fora de horas».
«É óbvio que não estamos já no tempo do João Semana, mas temos a capacidade de nos organizarmos e de – sob nossa responsabilidade – fornecermos esse tipo de serviços», disse aos presentes.
Para o fazer serão necessários «mais meios, mais recursos, mais médicos e organizar os nossos horários de forma diferente».
De qualquer forma, «não tenho dúvidas de que seria prestigiante para os CSP as pessoas saberem que estamos disponíveis também ao fim-de-semana e à noite, quando estas pessoas necessitam da nossa ajuda», afirmou.
«Não faz muito sentido deixar para os hospitais a responsabilidade total do atendimento aos sábados, domingos e fora de horas», salientou Luís Pisco
Luís Pisco não defende o regresso dos SAP ou de algo similar, mas sublinhou que «terá de existir uma discussão muito séria sobre esta matéria entre as pessoas que trabalham nos CSP, que devem tomar consciência de que enveredar por este rumo resultaria em algo de muito bom para a nossa imagem e para o serviço que prestamos às populações».
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19 de Setembro de 2017
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Publicada originalmente em www.univadis.pt
Numa conferência sobre «Medicina Familiar: uma perspetiva global», proferida nesta segunda-feira, na NOVA Medical School, em Lisboa, o responsável, que liderou a Comissão Nacional para a Reforma dos Cuidados de Saúde Primários, considerou que «não faz muito sentido deixar para os hospitais a responsabilidade total do atendimento aos sábados, domingos e fora de horas».
«É óbvio que não estamos já no tempo do João Semana, mas temos a capacidade de nos organizarmos e de – sob nossa responsabilidade – fornecermos esse tipo de serviços», disse aos presentes.
Para o fazer serão necessários «mais meios, mais recursos, mais médicos e organizar os nossos horários de forma diferente».
De qualquer forma, «não tenho dúvidas de que seria prestigiante para os CSP as pessoas saberem que estamos disponíveis também ao fim-de-semana e à noite, quando estas pessoas necessitam da nossa ajuda», afirmou.
«Não faz muito sentido deixar para os hospitais a responsabilidade total do atendimento aos sábados, domingos e fora de horas», salientou Luís Pisco
Luís Pisco não defende o regresso dos SAP ou de algo similar, mas sublinhou que «terá de existir uma discussão muito séria sobre esta matéria entre as pessoas que trabalham nos CSP, que devem tomar consciência de que enveredar por este rumo resultaria em algo de muito bom para a nossa imagem e para o serviço que prestamos às populações».
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19 de Setembro de 2017
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Publicada originalmente em www.univadis.pt
«Não faz sentido deixar para os hospitais a responsabilidade total do atendimento aos sábados, domingos e fora de horas»