Doenças oncológicas têm aumentado 3% ao ano
22.09.2017
Tabagismo nas mulheres tem contribuído para a subida do número de mortes
A incidência das doenças oncológicas regista um aumento de aproximadamente 3% ao ano, constituindo a segunda causa de morte após as doenças cérebro-cardiovasculares.
Um maior consumo de tabaco entres as mulheres está na origem da subida do número de mortes.
Os dados são do relatório do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas, apresentado esta quinta-feira, no Porto, evidenciando o documento que as mulheres vítimas de cancro do pulmão aumentaram 15%.
O cancro do pulmão é, aliás, ainda a neoplasia com maior mortalidade em Portugal e com uma variação geográfica significativa, com maior mortalidade nos Açores, mas também com mortalidades acima da média nas regiões do Algarve, Área Metropolitana do Porto, Alto Minho, Área Metropolitana de Lisboa e Alentejo Litoral.
Já a mortalidade padronizada do cancro colorretal é relativamente homogénea ao longo do país, com exceção na Região do Alentejo Litoral, onde se observaram valores substancialmente mais elevados.
Os dados para o cancro da mama feminina, apontam uma maior mortalidade na região dos Açores, seguida pelas regiões da Beiras e Serra da Estrela, Oeste, Área Metropolitana de Lisboa, Madeira e Lezíria do Tejo.
No relatório é ainda referido que a mortalidade por cancro do estômago valores significativamente mais altos na região Norte, estreitamente relacionados com hábitos alimentares.
Rastreios oncológicos evoluem significativamente
Uma boa notícia é que os programas de rastreio oncológico evoluíram significativamente, com expansão da cobertura geográfica, aumento do número de utentes rastreados e melhoria significativa das taxas de adesão (+5%).
Durante o último ano, na região Norte, atingiu-se a cobertura geográfica de 100% no rastreio do cancro da mama, ficando o programa completo como nas regiões Centro, Alentejo e Algarve.
Na região de Lisboa e Vale do Tejo, está previsto o seu alargamento em 2018.
O programa de rastreio do cancro do colo do útero ficou também concluído na região Norte, juntando-se às regiões Centro, Alentejo e Algarve. Em 2017, será iniciado este rastreio na região de Lisboa e Vale do Tejo, estando prevista a sua implementação total durante o ano de 2018, lê-se no documento.
No rastreio do cancro do cólon e reto, refere que estão em desenvolvimento programas piloto disseminados nacionalmente, de destacar o projeto piloto iniciado na Região Norte em dois Aces, no final do ano de 2016, e que será alargado, durante os anos de 2017/2018, e os dois projetos pilotos que estão a ser implementados nas regiões do Algarve, no Aces Central, e em Lisboa e Vale do Tejo em quatro Aces, três da Península de Setúbal e o Aces Lisboa Norte.
Os dados do relatório do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas evidenciam que as mulheres vítimas de cancro do pulmão aumentaram 15%
Estes projetos juntam-se aos rastreios já implementados na região Centro, em quatro Aces, e na região do Alentejo, no Aces Central.
O relatório pode ser consultado aqui
17tm40S
22 de Setembro de 2017
1740Pub6f17tm40S
Publicada originalmente em www.univadis.pt
Um maior consumo de tabaco entres as mulheres está na origem da subida do número de mortes.
Os dados são do relatório do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas, apresentado esta quinta-feira, no Porto, evidenciando o documento que as mulheres vítimas de cancro do pulmão aumentaram 15%.
O cancro do pulmão é, aliás, ainda a neoplasia com maior mortalidade em Portugal e com uma variação geográfica significativa, com maior mortalidade nos Açores, mas também com mortalidades acima da média nas regiões do Algarve, Área Metropolitana do Porto, Alto Minho, Área Metropolitana de Lisboa e Alentejo Litoral.
Já a mortalidade padronizada do cancro colorretal é relativamente homogénea ao longo do país, com exceção na Região do Alentejo Litoral, onde se observaram valores substancialmente mais elevados.
Os dados para o cancro da mama feminina, apontam uma maior mortalidade na região dos Açores, seguida pelas regiões da Beiras e Serra da Estrela, Oeste, Área Metropolitana de Lisboa, Madeira e Lezíria do Tejo.
No relatório é ainda referido que a mortalidade por cancro do estômago valores significativamente mais altos na região Norte, estreitamente relacionados com hábitos alimentares.
Rastreios oncológicos evoluem significativamente
Uma boa notícia é que os programas de rastreio oncológico evoluíram significativamente, com expansão da cobertura geográfica, aumento do número de utentes rastreados e melhoria significativa das taxas de adesão (+5%).
Durante o último ano, na região Norte, atingiu-se a cobertura geográfica de 100% no rastreio do cancro da mama, ficando o programa completo como nas regiões Centro, Alentejo e Algarve.
Na região de Lisboa e Vale do Tejo, está previsto o seu alargamento em 2018.
O programa de rastreio do cancro do colo do útero ficou também concluído na região Norte, juntando-se às regiões Centro, Alentejo e Algarve. Em 2017, será iniciado este rastreio na região de Lisboa e Vale do Tejo, estando prevista a sua implementação total durante o ano de 2018, lê-se no documento.
No rastreio do cancro do cólon e reto, refere que estão em desenvolvimento programas piloto disseminados nacionalmente, de destacar o projeto piloto iniciado na Região Norte em dois Aces, no final do ano de 2016, e que será alargado, durante os anos de 2017/2018, e os dois projetos pilotos que estão a ser implementados nas regiões do Algarve, no Aces Central, e em Lisboa e Vale do Tejo em quatro Aces, três da Península de Setúbal e o Aces Lisboa Norte.
Os dados do relatório do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas evidenciam que as mulheres vítimas de cancro do pulmão aumentaram 15%
Estes projetos juntam-se aos rastreios já implementados na região Centro, em quatro Aces, e na região do Alentejo, no Aces Central.
O relatório pode ser consultado aqui
17tm40S
22 de Setembro de 2017
1740Pub6f17tm40S
Publicada originalmente em www.univadis.pt
Doenças oncológicas têm aumentado 3% ao ano