Em defesa do voto electrónico

por Jaime Teixeira Mendes | 21.09.2017

 O exemplo da ADSE
 
Opinião de Jaime Teixeira Mendes

Recebi há dias uma carta da ADSE a avisar do acto eleitoral para escolher quatro representantes para o Conselho Geral (órgão consultivo) desta organização assistencial.* 

A referência a esta eleição – que está longe de ter sido um exemplo de um procedimento democrático – vem somente a propósito de mostrar que esta instituição decidiu e programou, em pouco tempo, a possibilidade do voto electrónico com recurso a uma plataforma certificada e segura.

Em reuniões do Conselho Nacional das Ordens Profissionais verifiquei que este modo de votação já existe em muitas Ordens, e considero que nunca é demais sublinhar que deve ser instituído a par dos métodos clássicos, pelo menos numa primeira fase.

Ainda durante o mandato do último triénio, o Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos apresentou uma proposta ao Conselho Nacional Executivo para a adopção do voto electrónico pela Ordem, em nome da redução de custos e da maior participação do eleitorado, cada vez mais fragmentado pela emigração médica.

Apesar do anterior Bastonário e dos representantes dos três concelhos regionais estarem de acordo, ela não foi aprovada devido à dificuldade de a executar num curto espaço de tempo (Julho de 2016 a Janeiro de 2017).
E eu acrescento “à falta de vontade política”.

Ainda durante este ano vão realizar-se eleições para os Colégios de Especialidade e volta-se a perder uma oportunidade para a instituição do voto electrónico.
O que se passa?

Para quando a modernização da Ordem dos Médicos e, a exemplo de muitas das suas congéneres, adopta este modo de votação?

Este assunto e outros de real importância deviam ser debatidos e votados pela Assembleia de Representantes.

Neste caso -- numa preocupação de poupança de gastos --, ter-se-ia de modificar o regulamento eleitoral para que as eleições para os Colégios de Especialidade e para os órgãos dirigentes se realizassem ao mesmo tempo e só esta assembleia tem poderes para tal.

Como disse em 2013, "(…) numa eleição com apenas um candidato a Bastonário, a Ordem dos Médicos gastou €115.923,04 no processo eleitoral. Dois anos depois, nas eleições para os Colégios, gastou €58.807,00.

Em 2017, serão dois os processos eleitorais, para a Ordem e para os Colégios, esperando-se valores superiores nas despesas, dado que falamos em eleições muito concorridas para a Ordem, com várias listas por órgão (…)"

Lamenta-se novamente que este acto eleitoral - eleições para os Colégios de Especialidade - seja mais uma oportunidade perdida, primando pela ausência de respostas eficientes para o voto dos médicos que emigraram, que quebram assim os laços com a Ordem à qual continuam a pertencer.
--------

* Só a anterior direção do CRS organizou um debate na Ordem para esclarecimento do processo de transformação da ADSE, teria sido útil terem-se realizado mais sessões.

**Ex Presidente do Conselho Regional do Sul; Cirurgião Pediatra; OM 14.349

17JMA41A
25 de Setembro de 2017
1741Pub2f17JMA41A

E AINDA

por Teresa Mendes | 20.08.2019

Governo autoriza 22,5 milhões para a nova ala pediátrica

Uma Portaria publicada esta segunda-feira no Diário da República autoriza o Hospital de São João a «...

por Teresa Mendes | 20.08.2019

 «Evidence-based nutrition: da prevenção ao tratamento»

«Evidence-based nutrition: da prevenção ao tratamento» é o tema da conferência Evidência Científica...

por Teresa Mendes | 20.08.2019

Celebrados os 40 anos do SNS 

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) foi criado há 40 anos, tornando o acesso a cuidados de saúde «gera...

por Teresa Mendes | 19.08.2019

Hospital de Évora diminui lista de espera para cirurgia em 15%

O Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) diminuiu em 15% o número de doentes em lista de espera...

por Teresa Mendes | 19.08.2019

 Descoberto novo mecanismo na pele sensível à dor

Investigadores do Karolinska Institutet, Suécia, descobriram um novo mecanismo sensorial na pele cap...

por Teresa Mendes | 19.08.2019

IFDC 2019 decorre de 15 a 18 de outubro, em Lisboa

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (Insa), através do seu Departamento de Alimentaçã...

A reprodução total ou parcial deste site é proibida,
excepto se autorizada expressa e previamente pela Impremédica, Imprensa Médica, Lda.,
nos termos da legislação em vigor.