Entre 2014 e 2016 casos de ansiedade aumentaram 21% e de depressões 17%

10.10.2017

Relatório do Programa Nacional para a Saúde Mental
O relatório do Programa Nacional para a Saúde Mental revela que a ansiedade, depressão e demência são os principais motivos que levam os pacientes a procurar ajuda no Serviço Nacional de Saúde. 
E, segundo o documento, são cada vez mais os portugueses a recorrer aos centros de saúde para o efeito. Entre 2014 e 2016 verificou-se um aumento de 21% nos casos de ansiedade e 17% de depressões.

Este aumento, que se tem vindo a registar desde 2011, especialmente nas regiões do Centro e do Alentejo, é um dos pontos em destaque do documento apresentado hoje em Lisboa.

O relatório refere também um aumento do número de portugueses que toma antidepressivos.
Só no ano passado foram prescritos cerca de 30 milhões de medicamentos para a depressão e a ansiedade, um valor que é quase o dobro se comparado com 2013.

No Dia Mundial da Saúde Mental, que se assinala esta terça-feira, o relatório conclui igualmente que as pessoas estão a viver mais anos, mas com incapacidades na área da saúde mental.

Num comunicado, o bastonário da Ordem dos Psicólogos já alertou para a falta de cuidados, informando que uma em cada três pessoas com perturbações mentais graves não recebe cuidados de saúde. 

Só no ano passado foram prescritos cerca de 30 milhões de medicamentos para a depressão e a ansiedade, um valor que é quase o dobro se comparado com 2013 

«De facto, passados 10 anos após a criação do Plano Nacional de Saúde Mental, verifica-se que Portugal não dispõe de uma estratégia integrada para a promoção da saúde mental e para a prevenção das perturbações mentais», salienta Francisco Miranda Rodrigues, apelando à «necessidade de privilegiar a prevenção, nomeadamente para reduzir o risco do seu aparecimento e/ou a sua identificação precoce».

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10 de Outubro de 2017
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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