Financiamento na área da saúde mental muda em 2018

11.10.2017

Unidades vão passar a receber por doente e não por número de consultas ou internamentos
O financiamento dos hospitais na área da saúde mental vai mudar no próximo ano, passando as unidades de saúde a receber por doente e não por número de consultas ou de internamentos, anunciou o Ministério da Saúde nesta terça-feira.

Na cerimónia que assinalou o Dia Mundial da Saúde Mental, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, afirmou que esta nova forma de o Serviço Nacional de Saúde pagar aos hospitais «permite tratar mais facilmente os doentes na comunidade ou no domicílio, desinstitucionalizando-os, sem que as unidades de saúde percam o financiamento».

Fernando Araújo sublinhou igualmente que esta é uma forma de motivar os hospitais a tratar os doentes sem os institucionalizar. Número de suicídios estabiliza Um dos indicadores mais relevantes do Relatório do Programa Nacional para a Saúde Mental referente a 2016, que foi apresentado na sessão, prende-se com a estabilização do número de suicídios, situando-se em cerca de mil casos por ano, sublinhou o diretor-geral da Saúde, Francisco George.

«O suicídio estabilizou. Em cada 100 mil habitantes mantém-se a probabilidade de dez se suicidarem», afirmou o dirigente.

Este número continua a ser mais significativo no Alentejo e a taxa de mortalidade por suicídio tem maior incidência na faixa etária igual ou superior a 65 anos.

Segundo o relatório, o suicídio verifica-se sobretudo em pessoas com doenças mentais graves, na sua maioria tratáveis e integra o grupo de mortes potencialmente evitáveis.

O financiamento dos hospitais na área da saúde mental vai mudar no próximo ano, passando as unidades de saúde a receber por doente e não por número de consultas ou de internamentos, anunciou Fernando Araújo 

Quanto ao consumo de psicofármacos em Portugal, o diretor-geral da Saúde notou que houve uma descida nos medicamentos para a ansiedade, uma estabilização dos fármacos para as psicoses e um aumento do consumo de antidepressivos.

Os portugueses compraram cerca de 20 milhões de embalagens de psicofármacos no ano passado, o que corresponde a um gasto de 216 milhões de euros.

Todas as informações estão disponíveis aqui

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11 de Outubro de 2017
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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