«É urgente uma auditoria independente ao nosso SNS», alerta bastonário

19.10.2017

«É a indignidade e o colapso da ACSS», lamenta Carlos Cortes
A Ordem dos Médicos (OM) vai pedir ao Ministério da Saúde para realizar uma auditoria independente ao Serviço Nacional de Saúde (SNS). Em causa estão as condições de acesso aos cuidados de saúde nos hospitais públicos, que se degradaram em 2016, de acordo com o relatório do Tribunal de Contas (TC), divulgado esta terça-feira.

«É urgente uma auditoria independente ao nosso SNS, que inclua ainda uma análise rigorosa a todos os procedimentos informáticos», sublinha o bastonário da OM num comunicado, disponibilizando-se a debater o assunto na Comissão Parlamentar de Saúde.

Sobre os alegados «procedimentos de validação e limpeza das listas de espera» por parte da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), Miguel Guimarães alerta que «é inadmissível que isto aconteça».

«O Ministério da Saúde tem de garantir a transparência total e independência dos dados fornecidos ao país e que fazem o retrato do estado real do SNS», salienta o bastonário.

Também o Conselho Regional do Sul (CRS) da OM vem exigir ao Ministério da Saúde que reponha a verdade, considerando «chocante a adulteração das listas de espera para consultas e cirurgias».

«Em nome dos 2600 que morreram antes de serem operados, em nome dos mais de 27 mil doentes que ficaram em lista de espera por uma cirurgia nestes últimos três anos, e em nome da verdade, da transparência e da seriedade, o Conselho Regional do Centro da Ordem dos Médicos exige ao Ministério da Saúde a divulgação da correta lista de espera para consultas e cirurgias na região Centro, sem recurso irregular de limpeza de ficheiros e manobras administrativas», lê-se num comunicado assinado pelo presidente do CRS.

«É urgente uma auditoria independente ao nosso SNS, que inclua ainda uma análise rigorosa a todos os procedimentos informáticos», sublinha o bastonário da OM num comunicado, disponibilizando-se a debater o assunto na Comissão Parlamentar de Saúde

«O Ministério da Saúde, através da ACSS, apagou pedidos de consultas e cirurgias, falseou listas de espera, enganou os doentes, desvalorizou o seu sofrimento. É a indignidade e o colapso da ACSS», lamenta Carlos Cortes, garantindo que «tudo fará para defender o SNS e conhecer a verdade dos números na Região Centro».

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19 de Outubro de 2017
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Publicada originalmente em www.univadis.pt 

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